A hipocrisia do mundo por vezes me surpreende. Nos últimos dias ao assistir os noticiários na tv senti-me como se vendo uma reprise. Os jornalistas parecem que adoram quando podem se concentrar num único assunto. É como se os demais deixassem de acontecer.
Vou explicar minha revolta. Cresci ouvindo Michael Jackson e acompanhei o sucesso estrondoso do "rei do pop", como ficou conhecido. A medida que foi mudando fruto de inúmeras cirugias plásticas, ficava claro que sofria de algum problema psicológico que o impedia de aceitar-se como era. Suas excentrencidades mostravam alguém que se recusava a crescer, como o Peter Pan da terra do nunca, nome que deu a mansão onde morou e morreu na California.
Seu envolvimento com crianças, casamentos forjados, filhos de origem duvidosa montam um perfil psicológico mais que óbvio de alguém tremendandamente perturbado e infeliz que não conseguiu se recuperar da perda da infância, marcada pela violência do mesmo pai que aparece hoje dando entrevistas na tv, infância que parece ter querido prolongar por toda vida ou vivê-la indefinidamente. Daí por que duvido que sua atração por crianças tivesse inclinações pedófilas porque Michael era acima de tudo infantil na sua doença.
Agora se isso é tão claro pra mim ou pra qualquer um que analise de fora sua vida, por que sua família, que o catapultou para o sucesso e loucura, não fez nada a esse respeito? Agora aproveitam para dizer o quanto o amavam e deixaram ele se destruir sem fazer nada? Que amor é esse? Se alguém amou o Michael algum dia não teve acesso a ele pois não acredito que o amor sincero de alguém não o fizesse repensar a vida e buscar ajuda psicológica e espiritual para sair da roda viva que o levou a morte.
Michael ao meu ver morreu por falta de amor, apesar de todas as declarações de fãs e familiares que assistimos nos últimos dias!
Para mim ele é um exemplo de como a hipocrisia da nossa sociedade, dos seus valores terrenos, pode destruir uma vida. Sim porque os que se alimentavam da doença de Michael não tinham qualquer interesse na sua cura, inclusive seus familiares.
A única lição que tiro disso tudo é que existe tempo pra tudo. A infância deve ser vivida intensamente como as demais fases da vida. Não querer crescer faz mal a saúde e pode matar!
Resolvi ter um blog para falar da vida como eu a vejo, em prosa e verso, sempre ...
Tuesday, June 30, 2009
Thursday, June 25, 2009
Lições da vida
Acredito que a vida é feita de encontros e desencontros, privações e oportunidades.
Com relação aos encontros não me lembro de ter buscado qualquer um deles, seja por interesse ou necessidade. Na verdade eles simplesmente aconteceram!
Meus desencontros porém tiveram o meu dedo, quiçá minha mão inteira de responsabilidade.
Por isso desisti de forçar re-encontros. Comigo isso não dá certo!
Não adianta tentar.
Com isso aprendi a viver com privações a espera das oportunidades certas.
Ah ... nisso sou bom, ou pelo menos era. Sempre aproveitei as oportunidades que tive ...
e vou continuar aproveitando.
Com relação aos encontros não me lembro de ter buscado qualquer um deles, seja por interesse ou necessidade. Na verdade eles simplesmente aconteceram!
Meus desencontros porém tiveram o meu dedo, quiçá minha mão inteira de responsabilidade.
Por isso desisti de forçar re-encontros. Comigo isso não dá certo!
Não adianta tentar.
Com isso aprendi a viver com privações a espera das oportunidades certas.
Ah ... nisso sou bom, ou pelo menos era. Sempre aproveitei as oportunidades que tive ...
e vou continuar aproveitando.
Sunday, June 14, 2009
A mulher invisível
Assisti ontem ao filme novo do Selton Melo, a Mulher Invisível, com Luana Piovani (linda de morrer!) e grande elenco. Sai do cinema com a sensação de ter saído de uma sessão de análise sem saber. Como um filme aparentemente tão despretensioso e leve pode ser ao mesmo tempo tão profundo? Coisas do novo cinema nacional que não me canso de prestigiar.
Criamos nossos amores nas nossas mentes quando nos apaixonamos. Ela é a mulher ideal, ele, o homem perfeito. São as nossas projeções. Isso é normal. O problema ocorre é quando essas projeções perduram e tomam o lugar da realidade. Aí deixamos de amar alguém porque ela não era o que queriamos que fosse ou amamos como se ela fosse outra pessoa. Em ambos os casos a realidade nos ensina que as mulheres e homens que criamos um dia tornam-se visíveis ou desaparecem como ocorre no filme.
Felizes os que aprendem a amar e se relacionar com pessoas reais, mesmo com suas limitações, falhas e defeitos. Eu por exemplo, também tive a minha mulher invisível que me cegou a visão de tão perfeita que era. Meus olhos não a vêem mais! Sinal que amadureci ... que bom!
Criamos nossos amores nas nossas mentes quando nos apaixonamos. Ela é a mulher ideal, ele, o homem perfeito. São as nossas projeções. Isso é normal. O problema ocorre é quando essas projeções perduram e tomam o lugar da realidade. Aí deixamos de amar alguém porque ela não era o que queriamos que fosse ou amamos como se ela fosse outra pessoa. Em ambos os casos a realidade nos ensina que as mulheres e homens que criamos um dia tornam-se visíveis ou desaparecem como ocorre no filme.
Felizes os que aprendem a amar e se relacionar com pessoas reais, mesmo com suas limitações, falhas e defeitos. Eu por exemplo, também tive a minha mulher invisível que me cegou a visão de tão perfeita que era. Meus olhos não a vêem mais! Sinal que amadureci ... que bom!
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