Thursday, July 31, 2008

Amnésia emocional

Um toque
Um olhar
Um sorriso
Um abraço
E tudo mais vai-se no espaço
No mais profundo vácuo
No mar do esquecimento
Naquele instante
Por um momento
O amor se torna
Tal como antes
Mesmo que seja
Em pensamento

Wednesday, July 23, 2008

A lição final de Randy Pausch

Ontem assisti na integra, via youtube (http://www.youtube.com/watch?v=ji5_MqicxSo), a palestra Really Achieving your Childhood dreams do professor da Carnegie Mellon University (CMU) Randy Pausch sobre a realização dos seus sonhos de infância. Essa palestra-aula ficou mundialmente famosa pelo fato do palestrante está vivendo seus últimos dias condenado por um câncer agressivo no pâncreas que lhe tirará a vida dentro de pouco tempo. Sentença de morte dada, tempo exiguo de vida, coube ao PHD em Ciência da Computação definir o que faria com o tempo que lhe restara. Dono de uma racionalidade absurda somada ao um senso de valor construído ao longo de uma vida rica em relacionamentos de amizade, companheirismo e amor, Randy decidiu se despedir de todos as pessoas importantes da sua vida ainda vivas com uma aula. Nessa aula, além das lições de vida expostas de forma descontraída e feliz, Randy acaba nos ensinando algumas coisas a mais, pelo menos a mim:

1 - Sonhos realizados dão sentido a vida - Randy realizou alguns dos sonhos de criança e com certeza alguns outros de adulto. Esse senso de realização trouxe para ele uma sensação de dever cumprido, dentro do que lhe cabia fazer, que embora não possam amenizar a tristeza de não poder viver novos sonhos e, principalmente, ver seus filhos crescerem pelo menos lhe dá a sensação que não viu vida passar mas foi o ator principal da própria vida. Quantos sonhos deixamos pra trás pela falta de coragem de realizá-los? Quantos deles desistimos porque não nos vemos capazes de alcançá-los?

2 - Sonhos não realizados podem realizar algo em nós melhor que a realização dos mesmos - Randy tinha um sonho de ser um jogador profissional da NFL, a liga de futebol americano, esporte este que sempre foi apaixonado. Não conseguiu pela compleição física, óculos, mas ao treinar futebol aprendeu muito do que utilizou para alcançar outras vitórias no campo profissional e pessoal. Aprendemos muito com aquilo que eventualmente não conseguimos. O erro nos traz muito mais experiência que o acerto. A questão toda é como reagimos ou o que fazemos com essa experiência. Se a utilizamos para alcançar novos sonhos ou como desculpa para a estagnação na vida.

3 - Nossos principais sonhos são essencialmente infantis e isso deve ser lembrado sempre! O fato da palestra ter sido preparada para os seus filhos, como legado, o que a faz especialmente emocionante fez com que Randy buscasse na sua infância a identificação com os seus filhos e a linguagem certa para falar com eles sobre o sentido da vida. Com isso ele nos deixou uma lição maravilhosa, pois começamos a nos perguntar qual foi a época que sonhávamos mais e o que fizemos desses sonhos! Vemos então que a recomendação de Cristo de que para entrarmos no reino dos céus temos que nos tornar tais como crianças transborda de significado. Quando deixamos nossa "criança" crescer paramos de sonhar e a vida sem sonho, ou projeto, é vida sem vida. Mesmo que não alcancemos tudo que buscamos estaremos andando e é nesse caminhar que encontramos a "graça" da vida. Randy está dizendo para os filhos; "Preste atenção nos seus sonhos de agora, realize-os que vocês serão felizes". Quando lembro do que queria fazer e ser quando moleque e do pouco que realizei começo a entender por que algumas coisas deram errado na minha vida. Os sonhos de criança geralmente estão destituídos do "ter" (casa, carro, dinheiro etc) mas estão encharcados do "ser" (quero ser isso, aquilo, fazer isso, ir para ..) Felizmente nunca é tarde para retomar o caminho perdido!

4 - Sonhar junto é melhor que sonhar só. Por toda a sua vida, relacionamentos os mais diversos o ajudaram a concretizar seus sonhos. Ele próprio, porém, foi instrumento para a realização de sonhos de outros. Nos dois casos aprendemos que as nossas realizações tem que ser compartilhadas e que as devemos a muitos ombros sobre os quais nos escoramos. Isso é verdade para qualquer área do conhecimento como também para qualquer coisa que façamos na vida. A começar pelos nossos pais temos uma série de pessoas que apostam em nós que se comprazem com as nossas realizações, quando não participam das mesmas. Todas essas pessoas têm que ser lembradas e valorizadas no decorrer da nossa caminhada. Parte do que conseguimos vamos sempre dever a elas. É muito bom ter mais gente sonhando com a gente o mesmo sonho!

5 - Os obstáculos que encontramos têm o seu papel. Até quem nos dificulta a vida tem o seu papel. Me lembro do Romário agradecendo os goleiros que tornaram a sua arte, a de fazer gols, mais valorosa. Randy usa um clichê que nem por isso deixa de ser significativo na palestra para dizer a mesma coisa; " Quando um muro atravessa o seu caminho é para lhe testar o quanto você realmente quer prosseguir e alcançar aquilo que busca ... se não o quiser o suficiente outro vai querer e alcançará no seu lugar." Em outras palavras, o que é nosso só será nosso se realmente o quisermos de forma a buscá-lo com toda a nossa vontade. No caminho encontraremos ajuda e ajudaremos outros. É assim que os sonhos são realizados!

6 - Na dialética entre sina e oportunidade, nossa atitude faz a diferença! Assisti uma pregação do Caio Fabio essa semana sobre esse tema onde ele resume a sua convicção de que não existe sina que não possa virar uma oportunidade, ao mesmo tempo que não existe oportunidade que não possa ser perdida! Randy inicia sua palestra utilizando a ilustração de um jogador de pôquer; "Pode ser que as cartas que a vida lhe dê não sejam boas, mas você tem obrigação de fazer o melhor jogo possível com elas". Randy é apenas 9 anos mais velho do que eu. Fico imaginando se morrer com a sua idade se terei realizado os meus sonhos mais importantes. Sem qualquer fatalismo pretendo viver mais que ele, mas se não viver (Deus o sabe), que tenha a consciência de estar fazendo a minha vida valer a pena para mim e para quem se relacionar comigo. Não me venham com oportunidades que estarei preparado para aproveitá-las, todas se possível. Sorte, segundo Randy, é o encontro da oportunidade com a preparação. Se estamos prontos, as aproveitamos. No mais é a confiânça de que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus ... e eu o amo.

O presbiteriano Randy Pausch escolheu não falar de religião nessa hora onde esse assunto entra na pauta do dia. Isso se deve a sua espiritualidade nos parecer e transparecer completamente dissociada da religião e, por razões propositais, para que a sua mensagem se tornasse aberta a todos os credos. Numa brincadeira, ao falar do que não ia tratar na palestra, Randy fala de uma suposta "experiência de conversão no leito de morte"; "I've just bought a Machintosh (acabei de comprar um Machintosh)!" - disse arrancando aplausos e gargalhadas da audiência. Sábia a sua estratégia que está rendendo para os seus filhos, alem de dividendos superiores a qualquer seguro de vida que tenha feito, um legado que poucos pais têm oportunidade de deixar, a experiência de uma vida sintetizada numa mensagem de cerca de uma hora e quinze minutos de duração, e que já foi ouvida por mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo.

Friday, July 18, 2008

A fotógrafa

Um olhar que a natureza a de explicar
Tanta beleza vê no ar
Quando ela vai fotografar
Tudo parece se encaixar
Até o feio embelezar
Por essa lente singular

Será que vai lembrar de mim ...
Na hora da revelação?
Que estava perto a admirando; vendo ela trabalhando
Todo o mundo a transformar com seu olhar

Nada a fazer que simplesmente se encantar
E ver a vida aparecer
Em uma foto linda 2x

Bem vindo ao mundo real!

Essa semana tenho lido, visto e experimentado o despertar das fantasias, sonhos e utopias e o encontro com a realidade da vida. Numa entrevista a SuperInteressante, Luc Ferry, filósofo francês do qual li e recomendo "Aprendendo a viver", destilou um positivismo para mim inédito com o fim das utopias no mundo ocidental. Em suma, ninguém mais no ocidente é capaz de, como no passado, dar a sua vida por uma causa, país ou Deus, pelo menos de livre vontade. Os ataques terroristas às torres gêmeas marcaram a cisão do ocidente com esse tipo de atitude associando-a definitivamente a grupos fundamentalistas islâmicos ou não. As utopias existem, a sociedade não progride sem projetos de futuro, mas esses projetos estão cada vez mais dependentes do bem estar individual dos que neles se engarjam. Não se entra mais numa guerra, pelo menos no ocidente, sem questionar os motivos da mesma. O trauma com o 11 de setembro mobilizou os americanos a mandar tropas para o Iraque, hoje a manutenção das mesmas é questionada duramente pela desconfiança (ou certeza) dos motivos econômicos por detrás dessa história. Ninguém quer morrer por isso!
Apesar de tudo isso o olhar de Ferry é extremamente otimista com tudo o que falei acima. Isso por que, segundo ele, nunca amamos tanto a nossa familia como agora, e em particular os nossos filhos. Houve épocas onde as crianças eram abandonadas a sorte por motivos econômicos, guerras, entre outros. Hoje, nos comovemos com o caso Isabela e com qualquer violência feita a crianças pois não admitimos qualquer atitude semelhante com os nossos filhos. Explicada assim, diz o filósofo, esta é uma preocupação ou mudança de valor relativamente recente na história da humanidade. O fim das utopias no ocidente está fazendo o homem ocidental dar mais valor ao que realmente tem valor, ou seja, pessoas, os seus, enfim, gente!!!!
Pensando dessa forma, poderiamos analisar o que tem ocorrido na esfera pessoal, por exemplo, nos relacionamentos amorosos. Nunca o número de separações e divórcios foi tão grande só que o de casamentos, se contarmos com os não oficiais, não diminuiu. Ou seja, as pessoas continuam se apaixonando e buscando serem felizes ao lado de alguém só que não se permitem mais ficar numa relação onde esse ideal não seja alcançado. De fato, idealizamos não só a relação mas a própria pessoa com a qual nos relacionamos e queremos que ela satisfaça nossas projeções. Quando isso não acontece ela perde a graça. "Ela não é como imaginei!". Sim porque não se casou com alguém real. O amor só é amor quando aceita o outro como ele é. Com o tempo aprendemos que estas frustrações só acontecem quando a fantasia, prima irmã das utopias no campo pessoal, toma o lugar da realidade por conta da cegueira momentânea causada pela paixão. Claro que esse momento pode durar anos ou alguns meses, mas é suficiente para unir duas pessoas que só vão se conhecer quando ele acabar.
O bom nisso tudo, porém, é que quando abrimos mão da ilusão em prol da realidade, sem lançar mão do amor, nos imbuímos da missão de conhecer e amar pessoas reais. Nos apaixonamos sim, mas com a consciência de que aquela pessoa tem defeitos e coisas que podem não realizar nossas espectativas, mas mesmo assim é muito bom estar ao seu lado. Então alimentamos a paixão meio que propositalmente para deixarmos de ver essas coisas, mas agora de forma diferente, sabendo que elas existem! A frustração é trocada então pela compreensão. Por isso os novos laços, feitos sob essa base, são sempre mais fortes e duradouros.
Estou com essa visão otimista da vida. Nunca a consciência do amor pelos meus filhos me foi tão real e nunca me senti tão preparado para amar uma mulher como agora. A experiência me fez gostar da realidade, eu que, confesso, sempre fui dado a fantasia. Essa realidade é algo que tenho aprendido a transformar, e com a ajuda de Deus, vamos a construindo pouco a pouco, a partir dos nossos sonhos.

Wednesday, July 16, 2008

É sempre assim ...

Deixo os meus filhos com a mãe depois de 10 dias juntos ...

A solidão se potencializa e fica mais real ...

O apartamento se alarga ...

O vazio se instala no peito ...

E nada parece preenche-lo ...

Resta-me então entende-lo ..

É o meu ônus de estar vivo ...

Saber que amanhã estarei melhor e com certeza

Da tristeza sobrevivo.

Monday, July 14, 2008

Os fora-da-lei

Estive pensando como somos acomodados, nós os brasileiros! Quando foi a última vez que saímos as ruas para defender algo? O impeachment de Collor? É acho que foi ... mas lembro também que tivemos uma ajudinha do quarto poder que nos pintou um quadro tão desmoralizante do presidente da república que nos foi impossível manter-nos em nossas casas e não participarmos das manifestações populares. Mas depois disso tanta coisa igual ou pior rolou ... e nada parecido ocorreu, e eu me pergunto por que?
Estamos tão ocupados com a sobrevivência que esquecemos que somos cidadãos de um país onde quem faz as leis pouco se importa se as mesmas recebem referendo popular. Ao mesmo tempo, somos um povo que se acostumou a dar "um jeitinho" e nos conformamos rapidamente com o que não concordamos. Esse jeito que damos para "sonegar" o imposto devido que tornaria o nosso negócio impossível de se sustentar, de burlar as regras para obtermos benefícios do governo, de ignorarmos as leis que podemos e que não concordamos é pai e a mãe do mesmo jeito utilizado por aqueles que elegemos para se beneficiarem do poder outorgado pelo seu voto.
Se todos nós nos sentíssemos mais cidadãos nos organizariamos e responderíamos efetivamente a leis estapafurdias ou exageradas, medidas que visam apenas o lucro da máquina estatal. Estariamos mais atentos com o que se passa no planalto central e não resmungariamos tanto quando uma lei seca, que pode até ser além do razoável mas tem gerado um efeito ao meu ver positivo na consciência da responsabilidade ao beber, é promulgada. Quando a PLC122, a famosa lei dos homofóbicos, for aprovada não reclamaremos se formos presos por termos xingando um político, coisa que podemos fazer sem problemas hoje, mas se ele for gay a coisa vai ficar feia! Sim porque essa "minoria" ganhará o direito de reclamar da discriminação com voz de prisão se ela julgar preterida. Me imagino selecionando um candidato a uma vaga de emprego e ele, desqualificado pra vaga, é gay. Quem sabe não me processa por tê-lo discriminado? Não só são os pastores e psicólogos cristãos que sofrerão com essa aprovação. Um casal se agarrando em local público pode ser enquadrado por atentado ao pudor. Gays fazendo a mesma coisa poderão utilizar-se da lei para garantir o direito de não serem constrangidos e assim constrangerem todo mundo sem problema.
A lei é pra todos mas aqui no nosso amado país criamos o costume de legislar para alguns. Não nos basta a constituição nos garantir direitos iguais, temos que inventar leis que façam alguns serem mais iguais que os outros. A falta de organização da sociedade civil cria um ambiente em que as minorias organizadas podem requerer "direitos" acima dos demais nos fazendo menos cidadãos que eles. Tudo vira uma briga de minorias ou de segmentos da sociedade atrás de "direitos" para si. Os homosexuais, os evangélicos, os negros (seja lá como definam a raça nesse país miscigenado), cada um com seu quinhão. Enquanto não levarmos a lei, e principalmente a nossa carta magna, a sério e arranjarmos jeitinhos para escaparmos das consequências das "novas leis" sem termos que lutar para muda-las ou melhorá-las, cobrando isso dos nossos legisladores, nada realmente mudará e só nos restará o jeitinho, as piadas e tudo mais em que somos experts quando o caldo entorna pro nosso lado.
Pode ser que esteja enganado em tudo isso ... mas algo me diz que alguma razão tenho no que acabo de escrever.

Exausto mas feliz!

Encerrando essa serie de notas sobre esse meu momento de paternidade propiciados pelas férias dos meus filhos, estou na reta final desse período de convivência intensa. Na quarta os "devolvo" a mãe na certeza que estreitei os laços que tinha com eles. Estou cansado, e nesse ponto tenho que admitir que admiro todas as mães e pais separados que criam seus filhos sozinhos. Não é fácil, mas se soubermos aproveitar a experiência quem acaba crescendo junto com eles somos nós mesmos. Se os amamos de verdade, damos conta direitinho. Acho que isso é o mais importante: Certificá-los que os amamos muito e dar a eles as orientações e modelos que precisam. Principalmente mostrar a vida como um mundo de possibilidades a serem descobertas mas que para cada uma faz-se necessária a devida responsabilidade de escolha.
Entrego os meus filhos a Deus e me coloco a disposição deles para acompanha-los nessa jornada!

Tuesday, July 08, 2008

Aniversário do Lucas

Hoje foi o aniversário do meu filho Lucas. Meio atípico, sem festa, bolo e tudo mais, mas sobretudo feliz. A festa será no dia 26 próximo quando comemoraremos também o aniversário da Amanda, a minha filha. Farei uma festa só pros dois aproveitando a presença da família (avós, primos etc) e o fato dos dois terem nascido no mesmo mês. Hoje foi meu dia de ser presenteado. Cozinhei pra eles, saímos pro único programa disponível com o tempo chuvoso que foi o shopping. Assistimos um filme, ele no meu colo, um apego fruto de um amor incontido. Batemos papo, brincamos. falamos sério, o pus pra dormir e cá estou pra contar antes de ir eu também pra cama que estou me sentindo muito pai, e é muito bom sentir-me assim! Estava sentindo falta disso.
Em um texto do Ed René Kivitz que publiquei no meu outro blog, ele fala a certa altura que as dívidas de amor são impagáveis. Só o verdeiro perdão, aquele que abre as portas para um novo começo, as encerra. Sei exatamente o que isso significa e por isso decidi não dever nada a ninguém que realmente ame. Meus filhos podem estar descansados quanto a isso. Não reterei amor algum que lhes tenha.

Feliz aniversário meu filho.

Do seu pai que lhe ama muito!

Monday, July 07, 2008

Ter os filhos por perto

É me embevecer de amor e alegria
É contagiar-me com tal euforia
Até quando exageram na dose
É me embriagar com tanto carinho
É saber que não acordo sozinho
E durmo com parte de mim ao lado
É me ver cheio de cuidados
É ser de repente forte
Por tê-los tido, ter sorte
Perto ou longe, amá-los

"Dengosa" sai hoje do hospital

Para alívio geral dos familiares e amigos, maínha, embora baixinha, tem "alta" hoje e volta pra casa após um período de descanso causado pelo seu encontro com o mosquito da dengue. Já podemos dizer isso em tom de brincadeira, e tirar onda a vontade do fato, o que de fato fiz muito ontem, porque o susto passou, não passando disso apenas. Aproveito para agradecer a preocupação e orações dos amigos que se manifestaram de uma forma ou de outra a esse respeito.
Um beijo grande a todos.

Friday, July 04, 2008

Virus não tem mãe!

Pois é, esse desparido sem vergonha andou aprontando com a minha mãe que foi bater no hospital com dengue hemorrágica. É a fragilidade da nossa vida batendo a nossa porta. Um mosquitinho apenas e pronto, caimos ante a nossa isignificância humana. Vou visitá-la esse final de semana. A doença é grave mas ela está sendo bem tratada. Os amigos e irmãos de fé sintam-se a vontade de orar por ela. Darei notícias nesse blog assim que ela sair do hospital.
É isso!

Opinião filosófica

Eis a fórmula da felicidade:

Um sim,
Um não,
Uma linha reta,
Uma meta ...

Nietzsche

Wednesday, July 02, 2008

Colorindo a vida

Eu sei que tem quem aponte vantagens em estar sozinho e que elas existem, mas ultimamente não consigo vê-las. Recebo dezenas de ligações todos os dias e é como se ninguém ligasse pra mim. Vou pra cama imobilizado pelo sono, ou seja, a força. Gasto energia em exercicios querendo gastar em outra coisa (isso quando os faço!). Tenho encontrado toda a beleza e prazer que a vida pode me dar mas em tons pastéis. Onde estão as cores vivas? Sumiram da minha aquarela!
Vejam bem, não estou reclamando da vida, não. Sou muito grato a Deus por ela. Mas bem que ela poderia ter mais cor. Que nem na música que fiz com meu querido e "sumido" amigo Ismael que transcrevo abaixo.


Semitons do Amor
Ido Alves e Ismael Alexandrino

Ouvi dizer em rodas de amigos
Que o vermelho é a cor do amor
Mas eu não posso concordar com isso
Meu sentimento é furta-cor
Eu penso verde esperando ver-te
E violeta é flor pro seu viver
É de laranja o sabor do flerte
Que eu quis te dar nesse entardecer

Eu penso tudo, eu penso branco tenho toda cor
Eu vejo tudo, vejo os tons e os semitons do amor
Eu penso alto, ando descalço pela multidão
Me sinto alvo, desço do salto e me entrego a paixão

Ouvi dizer que quando chega a noite
O sentimento fica todo nu
Quando anoitece perde-se o juízo
E é preciso enxergar o azul
Dos olhos teus que me acelera o peito
E ao meio dia o céu que é todo anil
Me traz a mente todo esse seu jeito
Que revelado a mim me coloriu

Eu penso tudo ...