Como seria bom se tivéssemos resposta pra tudo. Que mudássemos a nossa vida sem dor ou sofrimento.
Que o nosso comportamento fosse sempre o melhor. Nossa vida, um conto de fadas, sempre com um final feliz. Não, não estou deprimido, apenas constato os nossos maus hábitos são mais fáceis de se obter que de se livrar. Que a nossa vontade nem sempre é suficientemente forte, que nem sempre entendemos o nosso modo de agir. Isso é antigo, na bíblia Paulo já falava isso.
A verdade é que sempre queremos respostas para os nossos problemas e dilemas só que elas nem sempre são tão simples como os programas de tv e os livros de auto-ajuda parecem sugerir. Não me digam que me falta encontrar Jesus pois minha relação com ele, apesar de conturbada, já tem muito tempo. O fato é que não só Paulo, o apóstolo, teve o privilégio de ter um espinho na carne, só que ouvir de Deus "a minha graça te basta" não é fácil, pra não dizer algo mais apropriado.
O que aconteceu é que encontrei pessoas como eu, com os mesmos problemas, para as quais a unica resposta que encontro é composta de uma única palavra: esperança!
Resolvi ter um blog para falar da vida como eu a vejo, em prosa e verso, sempre ...
Saturday, February 26, 2011
Thursday, February 10, 2011
Epifania
Essa eu devo ao Bom dia Brasil da globo e ao meu querido chefe, com quem divido o apartamento aqui no Rio. Duas matérias chamaram-nos a atenção e ficamos comentando as mesmas. De repente descobrimos que dois assuntos aparentemente descorrelacionados tinham tudo a ver.
A primeira matéria versava sobre o entupimento dos anéis viários das grandes cidades, em particular citava Belo Horizonte como exemplo. Sergio comentou que o problema estava no crescimento exagerado dos grandes centros que centralizam o PIB nacional. Ele ele está mais que certo. Em 2003, segundo o IBGE, apenas dez cidades eram responsáveis por mais de 25% do PIB nacional, todas capitais.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=481&id_pagina=1
A situação de lá pra cá não mudou muito apesar do desenvolvimento que se vê em regiões como o nordeste do país, esse desenvolvimento pouco se expande para o interior. Falta aí planejamento. Demos aula ao mundo com Lucio Costa e Niemayer, mas parece que nós mesmos não replicamos o conhecimento internamente. Insistimos em favelar as cidades não desenvolvendo as periféricas, dando-lhes infra-estrutura de transporte, educação e saude e distribuindo o parque industrial nas mesmas, garantindo o trabalho segundo a vocação de cada uma. Dessa forma teríamos sempre cidades com cerca de 500 mil habitantes no máximo com vida própria e o desenvolvimento distribuido nos estados entre os municípios. Da forma que fazemos centralizando tudo em poucos centros criamos o caos urbano, a violência, a calamidade nas chuvas e intepéries e o entupimento de suas artérias que são as vias de acesso ás mesmas.
A outra reportagem versava sobre os médicos de família. Essa figura comum tempos atrás, antes que os planos de saúdem loteassem a privilegiada classe média que tenta não depender do Sus. A reportagem mostrava os benefícios dos médicos de familia, inclusive ao bolso dos que o utilizam. Tirando as questões microeconômicas envolvidas que desistimulam essa prática tão benéfica, novamente Sergio fez a correlação imediata com a reportagem anterior. É o mesmo problema. De novo acertou na mosca!
Existe um programa no SUS chamado PSF - Programa Saúde da Família, implantado ainda na gestão do ex ministro Ciro Gomes cujo o objetivo é justamente incentivar a existência do médico de família nas cidades loteando-as para médicos credenciados.
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=149
Isso acabou não vingando como deveria. Por que? O salário é bem razoável, partindo do princípio que este programa voltou-se para o interior dos estados. Exatamente por isso é difícil arranjar bons profissionais que queiram morar no interior. Os nossos médicos, como toda classe média, se encantam com os fascínios dos grandes centros e logo desistem quando não dão um jeito de atuarem como deputados, trabalhando apenas alguns dias da semana sem residir na localidade.
Acho que enquanto não nos voltarmos para longe dos grandes centros rumo ao interior do pais desenvolvendo-o teremos sempre de conviver com todos esses problemas que listei acima e outros mais decorrentes do inchaço das grandes cidades.
A primeira matéria versava sobre o entupimento dos anéis viários das grandes cidades, em particular citava Belo Horizonte como exemplo. Sergio comentou que o problema estava no crescimento exagerado dos grandes centros que centralizam o PIB nacional. Ele ele está mais que certo. Em 2003, segundo o IBGE, apenas dez cidades eram responsáveis por mais de 25% do PIB nacional, todas capitais.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=481&id_pagina=1
A situação de lá pra cá não mudou muito apesar do desenvolvimento que se vê em regiões como o nordeste do país, esse desenvolvimento pouco se expande para o interior. Falta aí planejamento. Demos aula ao mundo com Lucio Costa e Niemayer, mas parece que nós mesmos não replicamos o conhecimento internamente. Insistimos em favelar as cidades não desenvolvendo as periféricas, dando-lhes infra-estrutura de transporte, educação e saude e distribuindo o parque industrial nas mesmas, garantindo o trabalho segundo a vocação de cada uma. Dessa forma teríamos sempre cidades com cerca de 500 mil habitantes no máximo com vida própria e o desenvolvimento distribuido nos estados entre os municípios. Da forma que fazemos centralizando tudo em poucos centros criamos o caos urbano, a violência, a calamidade nas chuvas e intepéries e o entupimento de suas artérias que são as vias de acesso ás mesmas.
A outra reportagem versava sobre os médicos de família. Essa figura comum tempos atrás, antes que os planos de saúdem loteassem a privilegiada classe média que tenta não depender do Sus. A reportagem mostrava os benefícios dos médicos de familia, inclusive ao bolso dos que o utilizam. Tirando as questões microeconômicas envolvidas que desistimulam essa prática tão benéfica, novamente Sergio fez a correlação imediata com a reportagem anterior. É o mesmo problema. De novo acertou na mosca!
Existe um programa no SUS chamado PSF - Programa Saúde da Família, implantado ainda na gestão do ex ministro Ciro Gomes cujo o objetivo é justamente incentivar a existência do médico de família nas cidades loteando-as para médicos credenciados.
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=149
Isso acabou não vingando como deveria. Por que? O salário é bem razoável, partindo do princípio que este programa voltou-se para o interior dos estados. Exatamente por isso é difícil arranjar bons profissionais que queiram morar no interior. Os nossos médicos, como toda classe média, se encantam com os fascínios dos grandes centros e logo desistem quando não dão um jeito de atuarem como deputados, trabalhando apenas alguns dias da semana sem residir na localidade.
Acho que enquanto não nos voltarmos para longe dos grandes centros rumo ao interior do pais desenvolvendo-o teremos sempre de conviver com todos esses problemas que listei acima e outros mais decorrentes do inchaço das grandes cidades.
Tuesday, February 01, 2011
Conselhos de uma expert
Quando a pessoa tem experiência no assunto temos que ouvi-la com atenção. Vejam só as afirmações de uma expert em relacionamentos sobre às responsabilidades de cada um nesse projeto chamado relacionamento a dois:
1. O que o casal decide, ambos decidem - É comum quando alguma coisa não dá certo a parte que abriu mão de sua posição em favor do outro culpá-lo pelo malogro. No entanto, essa pessoa ao abrir mão de suas convições tomou uma decisão de faze-lo e assumiu o que o outro decidiu como sua decisão. Se tivesse dado certo, colheriam ambos os louros. Dando errado a responsabilidade é de ambos não de um só.
2. O perdão beneficia mais quem perdoa que quem é perdoado - Não perdoar é alimentar uma mágoa ou um rancor que não só nos afastará definitivamente daquela pessoa, mas pior, nos fará muito, mas muito mal. Independentemente dos rumos a serem tomados no relacionamento, o perdão é sinal que existe amor. Se o coração se fecha para o perdão é que ele se fechou para o amor antes. Portanto, por ser do amor, o perdão não precisa do merecimento do outro pra ser dado. Ele é fruto de graça para beneficio essencialmente de quem perdoa.
3. A nós cabe o arrependimento não o perdão do outro - Quando ofendemos ou machucamos quem amamos, e isso não é difícil de acontecer, não podemos forçar o outro a nos perdoar. Até porque essa responsabilidade nesse caso não é nossa conforme dito anteriormente. O que podemos fazer é nos arrependermos verdadeiramente. Se existir amor o perdão será inevitável, cedo ou tarde.
4. Amor é decisão - Quando se ama se decide que é aquela pessoa que realmente se quer viver e assume-se a decisão que se tomou. Não se fica olhando pro lado como se não tivesse satisfeito com o que tem, nem se cogita mudar mas se aposta na relação como projeto único que dará certo pois ambos estão imbuidos do propósito de fazê-la dar certo. Aqui novamente a responsabilidade é individual mas ambos precisam decidir amar e se doarem ao projeto comum senão a relação não vinga.
5. Amar é para os corajosos não para os covardes - É preciso ter coragem para amar ou talvez o amor nos torna corajosos. Diz a bíblia que o amor lança fora o medo. Se é assim, o verdadeiro amor nos levará a assumir compromissos de forma consciênte mas com a intepridez dos que navegam em águas desconhecidas. Sem essa coragem o melhor a fazer é se acostumar às relações fugazes baseadas no hoje sem nenhum amanhã. Aquelas relações que, quando ficam sérias, a gente termina pelo medo do compromisso.
Obs: Essa expert, por acaso, é a minha namorada ;-).
1. O que o casal decide, ambos decidem - É comum quando alguma coisa não dá certo a parte que abriu mão de sua posição em favor do outro culpá-lo pelo malogro. No entanto, essa pessoa ao abrir mão de suas convições tomou uma decisão de faze-lo e assumiu o que o outro decidiu como sua decisão. Se tivesse dado certo, colheriam ambos os louros. Dando errado a responsabilidade é de ambos não de um só.
2. O perdão beneficia mais quem perdoa que quem é perdoado - Não perdoar é alimentar uma mágoa ou um rancor que não só nos afastará definitivamente daquela pessoa, mas pior, nos fará muito, mas muito mal. Independentemente dos rumos a serem tomados no relacionamento, o perdão é sinal que existe amor. Se o coração se fecha para o perdão é que ele se fechou para o amor antes. Portanto, por ser do amor, o perdão não precisa do merecimento do outro pra ser dado. Ele é fruto de graça para beneficio essencialmente de quem perdoa.
3. A nós cabe o arrependimento não o perdão do outro - Quando ofendemos ou machucamos quem amamos, e isso não é difícil de acontecer, não podemos forçar o outro a nos perdoar. Até porque essa responsabilidade nesse caso não é nossa conforme dito anteriormente. O que podemos fazer é nos arrependermos verdadeiramente. Se existir amor o perdão será inevitável, cedo ou tarde.
4. Amor é decisão - Quando se ama se decide que é aquela pessoa que realmente se quer viver e assume-se a decisão que se tomou. Não se fica olhando pro lado como se não tivesse satisfeito com o que tem, nem se cogita mudar mas se aposta na relação como projeto único que dará certo pois ambos estão imbuidos do propósito de fazê-la dar certo. Aqui novamente a responsabilidade é individual mas ambos precisam decidir amar e se doarem ao projeto comum senão a relação não vinga.
5. Amar é para os corajosos não para os covardes - É preciso ter coragem para amar ou talvez o amor nos torna corajosos. Diz a bíblia que o amor lança fora o medo. Se é assim, o verdadeiro amor nos levará a assumir compromissos de forma consciênte mas com a intepridez dos que navegam em águas desconhecidas. Sem essa coragem o melhor a fazer é se acostumar às relações fugazes baseadas no hoje sem nenhum amanhã. Aquelas relações que, quando ficam sérias, a gente termina pelo medo do compromisso.
Obs: Essa expert, por acaso, é a minha namorada ;-).
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