Tuesday, June 28, 2011

A mulher invisível


Hoje passa mais um episódio da série mulher invisível, série que gosto muito. Já amara o filme e tenho me divertido muito com o trabalho de Selton Melo, agora dirigindo também, Debora Falabela e, é claro, Luana Piovanni, com todos os seus atributos "artísticos" a mostra!
Outro dia fiz um comentário no facebook de um amigo sobre essa questão; a da mulher invisível que ronda o imaginário masculino. Eu mesmo, fui apaixonado por uma e por muito tempo até ver que ela me impedia de amar mulheres reais como devem e merecem ser amadas. Mas hoje acho que isso não é privilégio masculino. As mulheres também têm seus homens invisíveis. Seus príncipes encantados não vêm montados em cavalos mas dirigem carrões, possuem uma conta bancária significativa, são sempre engraçados, divertidos e tem como esporte favorito não o futebol mas o feito na alcova com elas, lugar no qual elas juram que têm exclusividade absoluta.
Ironias a parte, todos nós, em algum momento da vida, imaginamos o nosso par perfeito e projetamos em alguém com quem nos relacionamos as características desse ente imaginário, até descobrirmos que ninguém pode ser igual a ele ou ela, porque simplesmente, eles não existem! Aí, quando desistimos deles é que nos tornamos capazes de amar de verdade. O amor apresentado na série é aquele que depende do outro e esse é infantil. Adulto é o amor que decide amar apesar do outro porque o escolheu. Quando esse amor acontece pros dois, aí podemos ter certeza de que o final será feliz. Quando um só ama assim, será difícil suportar a falta de reciprocidade e aí o final é quase inevitável, sendo privilegiados os que mantêm relações cordiais de amizade e de amor fraterno quando se separam.
Mesmo assim gosto muito da série. Afinal, não é toda hora que temos algo tão inteligente e divertido na tv, sem a previsibilidade maçante das novelas e, como se não bastasse, com a Luana no elenco, tendo oportunidade de "mostrar"o seu talento para alegria masculina.

Monday, June 27, 2011

Minha pequena filósofa

Noto minha filha andando de um lado pro outro do apartamento procurando algo. Pergunto-lhe:
- O que procura?
- Nada - disse ela.
- Como assim? Se não sabe o que procura não encontrará nada!
- Muito pelo contrário. Quando procuro algo encontro tudo, menos o que estou procurando. Assim se procurar sem saber, talvez encontre o que quero.
Calei-me atônito.
- Achei! - logo gritou.
O que? - perguntei curioso.
- Meus headfones! - e pôs a escutar seu MP3 no celular - tá vendo o que eu disse?

Claro que a danadinha só aproveitou a pergunta para criar uma frase de efeito. É bem típico dela. Ela sabia desde sempre o que procurava, mas nem por isso achei a lógica dela menos interessante. As vezes quando procuramos não encontramos o que tropeçamos quando relaxamos do stress da procura. Isso deveria nos ajudar a sermos menos ansiosos com as coisas da vida, e com o que queremos muito.

Pra terminar ela fechou com essa:

A primeira música da playlist foi "A Cura" do Lulu Santos! Será algum sinal começar o dia ouvindo isso? - com um sorriso sapeca no rosto.

Monday, June 13, 2011

Marido rico.



Estamos curtindo o final do final de semana. Praia de Copacabana, um barzinho, um violão, não meu dessa vez mas o da música ao vivo, muito boa por sinal. Na mesa a maioria alunos de mestrado e doutorado de ciências sociais e eu, tentando participar da conversa. De vez em quando a conversa passeava em áreas que conhecia bem, afinal tenho não tenho alma de nerd a toa. Mas a coisa ficava boa mesmo quando o assunto era relacionamento, aí me sentia em casa novamente.
- Minha tia - nos contava Denise - me detonou outro dia!  E continuou:
- Ô menina, esse historia de estudo não tem futuro não. Vocês precisam é comprar umas roupas, andar mais arrumadinhas e para uns lugares chiques para arrumar um marido rico. Não vê eu? Pensa que essa pele e esse corpo saiu de graça? Aqui tem botox e tem plástica tudo pago com o dinheiro ganho pelo meu maridinho, não é meu bem? - fazendo sinal para o marido que acompanhava a conversa por detrás de um jornal.
Ele pareceu se divertir com a observação, segundo a minha amiga que se divertiu mais ainda.
A figura em questão parece ter saído de algum folhetim televisivo. Mora num big apartamento em Copacabana e abriga a sobrinha que está fazendo doutorado em antropologia. Mas não sem lhe dar os conselhos, que segundo ela, a salvarão da maior desgraça que pode acontecer a uma mulher; não casar com um homem rico!
Essa caricatura de gente, empolgada com o próprio discurso ainda disparou contra a Denise:
- Não vê a sua mãe?

xiiiiiiiiiiii!!!!!!!!

Quando a mãe entre em jogo fica difícil a resposta não vir. E ela veio:

- Minha mãe foi desde sempre professora. Nunca nos faltou nada em casa e eu estou aqui hoje, fazendo esse doutorado, muito por conta dela! - foi o suficiente para fazê-la calar e mudar de assunto.

Fiquei pensando que para a tia dela a função primordial do marido não seja a de homem. Claro, posso estar enganado, mas como sócia do mesmo num bem sucedido escritório de advocacia, o casamento se tornou bem mais um bom negócio pra ela, que garante o conforto dos dois, que mesmo um relacionamento. Ele é o bem dela, o maior de todos, mas será ainda o amor? Quantas mulheres não estariam atrás dessa segurança que ela tem, acima de qualquer sonho romântico que tenha?

Elucubrações a parte, eu daria um péssimo partido na visão da cidadã. No entanto, juro que capricharia nas demais funções, não citadas por ela, sem deixar nada faltar a mulher que escolher. É só ela aparecer!

Saturday, June 11, 2011

O fósforo



Aconteceu algo no mínimo inusitado ontem a noite, que me fez achar valer a pena compartilhar com vocês.  Chegava lá pelas dez da noite da academia e, depois de um lanche para repor as energias, segui para o banheiro para um merecido banho. Entro no chuveiro e aí noto que algo estava faltando; a caixa de fósforo!
Não entenderam? Explico. Aqui no Rio é comum ter-se chuveiro a gás e não elétrico. Para ligá-lo então usamos o fósforo para acender o gás, e como a água anda quase em ponto de fusão de tão gelada não dava para encarar o banho frio. Um nordestino que passou o último ano no Pará só encararia isso por um bom motivo, que absolutamente não tinha. Procurei a caixa e a achei. No chão do banheiro completamente molhada!
Aí meu senso de ridículo começou a dar pane! Sem querer me vestir de novo primeiro fui a cozinha atrás de outra caixa ... não tinha! Me lembrei que esse era um item da lista de coisas que precisava comprar. Inconformado insisti em tentar acender aqueles fósforos encharcados, o que obviamente não consegui. Imaginem a cena desse homem tentando enxugar aqueles palitos de fósforo para ver se acendiam. Imaginaram? Esqueçam por favor!
Fui ao supermercado e acabei aproveitando para comprar tudo o que faltava na casa de uma vez. Na saída, bem na porta mesmo, fui interceptado por um rapaz que me perguntou se haveria um  supermercado nas redondezas.
- Você quase entrou nele - respondi.
Ufa! - pensei - existe gente ainda mais desorientada que eu, graças a Deus! E voltei rindo pra casa.