Juro que na hora não entendi nada. Era como estivesse noutro mundo ou que outro mundo tivesse adentrado no meu. Depois vemos que essa é a realidade do dia a dia de muitos. Não precisamos ir para um grande centro para experimentá-la.
Somos assaltados diariamente por gente que quer sempre levar vantagem, que se acha no direito de fazer uso próprio do poder que tem e que muitas vezes lhe foi delegado pelo mesmo povo que não se cansam de surrupiar. Povo este que parece absorver o mesmo princípio, ou seriam eles, os ladrões de terno e gravata, um reflexo desse povo? Um texto da Delis Ortis que recebi ontem fala disso contando um episódio real dela com um taxista onde o mesmo, muito crítico com os de Brasília, usava da mesma desonestidade no seu dia a dia.
Mas estar sob a mira de um revolver é muito pior. Confesso que não tinha noção!
Liguei para a policia. Disseram que mandariam um viatura. Em vão. A menos de uma hora do jogo da seleção era pedir demais, não é mesmo?
Fico pensando nos que convivem com isso diariamente.
Como vivem? Nada podem ter? Têm que viver desconfiados de tudo e de todos?
O certo é que estou vivo para contar a história.
Pra ser leve termino com a letra de Toquinho e Vinicios sobre o significado e brevidade da vida.
Foram-se os anés, ficaram os dedos ...
Sei lá a vida tem sempre razão
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
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