Thursday, September 10, 2009

Fui assaltado!

A sensação de ter a vida por um fio e muito esquisita! Na hora não me dei conta, depois caiu a ficha. Estive sob a mira de um revolver. Entreguei o laptop no qual fazia uso em local inseguro. Levaram-no. Quanto vacilo! Lugar? Em frente a casa de meus pais na antigamente pacata Campina Grande.
Juro que na hora não entendi nada. Era como estivesse noutro mundo ou que outro mundo tivesse adentrado no meu. Depois vemos que essa é a realidade do dia a dia de muitos. Não precisamos ir para um grande centro para experimentá-la.
Somos assaltados diariamente por gente que quer sempre levar vantagem, que se acha no direito de fazer uso próprio do poder que tem e que muitas vezes lhe foi delegado pelo mesmo povo que não se cansam de surrupiar. Povo este que parece absorver o mesmo princípio, ou seriam eles, os ladrões de terno e gravata, um reflexo desse povo? Um texto da Delis Ortis que recebi ontem fala disso contando um episódio real dela com um taxista onde o mesmo, muito crítico com os de Brasília, usava da mesma desonestidade no seu dia a dia.
Mas estar sob a mira de um revolver é muito pior. Confesso que não tinha noção!
Liguei para a policia. Disseram que mandariam um viatura. Em vão. A menos de uma hora do jogo da seleção era pedir demais, não é mesmo?
Fico pensando nos que convivem com isso diariamente.
Como vivem? Nada podem ter? Têm que viver desconfiados de tudo e de todos?
O certo é que estou vivo para contar a história.
Pra ser leve termino com a letra de Toquinho e Vinicios sobre o significado e brevidade da vida.
Foram-se os anés, ficaram os dedos ...

Sei lá a vida tem sempre razão

Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão

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