Alguém que possa reclamar
E nele por toda a culpa
do amor que não soube encontrar
Que ele nunca me falte
Que nunca me abandone
Assim não encaro o medo
Assim não enfrento a fome
Assim não assumo o erro
E nem mesmo cruzo a ponteVivo sempre no passado
Não me abro pro presente
E deixo passivo a revolta
Tomar conta da minha mente
Sim ó Pai, não o deixe ir de mim
E aí ficar sem desculpas
E ter que encarar-me assim
Autor (ou pelo menos co-autor) dos meus fracassos
Responsável por escolhas
Que me abstive de fazer
De permanecer sofrendo
De passar os dias morrendo
Tendo a opção de viver
Pelo menos no diabo, nosso culpado mor
Me deixe, por favor, por a culpa
De não ter acordado
E ter de ti esperado
Um sinal do céu pra agir
De não ter me amado antes
Ou amado de verdade
Um amor não merecido que tanto se precisava
Um amor bem decidido
Desses que procurava
Livrai-me da falta de culpados
Assim não preciso crescer
E entender que até você
Teve que enfrentar sozinho
E a cruz pelo seu caminho
Nem precisava a levarMas não se absteve de amar
E sem culpa assumiu as dos outros
Pois amou quem não lhe amou e ponto
Pois amou quem não lhe amou e ponto
Por quantos decidiu se dar

1 comment:
Ido, muito bom !! A procura do culpado sempre parece que nos redime. Porém, há de se crer que Jesus Cristo já assumiu por todos nós a culpa e assim saldou a nossa dívida.
Seu poema me faz lembrar uma reflexão: Fracassos, todos meus. Vitórias só as que o Senhor faz em minha vida.
Abraço
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