Monday, June 13, 2011

Marido rico.



Estamos curtindo o final do final de semana. Praia de Copacabana, um barzinho, um violão, não meu dessa vez mas o da música ao vivo, muito boa por sinal. Na mesa a maioria alunos de mestrado e doutorado de ciências sociais e eu, tentando participar da conversa. De vez em quando a conversa passeava em áreas que conhecia bem, afinal tenho não tenho alma de nerd a toa. Mas a coisa ficava boa mesmo quando o assunto era relacionamento, aí me sentia em casa novamente.
- Minha tia - nos contava Denise - me detonou outro dia!  E continuou:
- Ô menina, esse historia de estudo não tem futuro não. Vocês precisam é comprar umas roupas, andar mais arrumadinhas e para uns lugares chiques para arrumar um marido rico. Não vê eu? Pensa que essa pele e esse corpo saiu de graça? Aqui tem botox e tem plástica tudo pago com o dinheiro ganho pelo meu maridinho, não é meu bem? - fazendo sinal para o marido que acompanhava a conversa por detrás de um jornal.
Ele pareceu se divertir com a observação, segundo a minha amiga que se divertiu mais ainda.
A figura em questão parece ter saído de algum folhetim televisivo. Mora num big apartamento em Copacabana e abriga a sobrinha que está fazendo doutorado em antropologia. Mas não sem lhe dar os conselhos, que segundo ela, a salvarão da maior desgraça que pode acontecer a uma mulher; não casar com um homem rico!
Essa caricatura de gente, empolgada com o próprio discurso ainda disparou contra a Denise:
- Não vê a sua mãe?

xiiiiiiiiiiii!!!!!!!!

Quando a mãe entre em jogo fica difícil a resposta não vir. E ela veio:

- Minha mãe foi desde sempre professora. Nunca nos faltou nada em casa e eu estou aqui hoje, fazendo esse doutorado, muito por conta dela! - foi o suficiente para fazê-la calar e mudar de assunto.

Fiquei pensando que para a tia dela a função primordial do marido não seja a de homem. Claro, posso estar enganado, mas como sócia do mesmo num bem sucedido escritório de advocacia, o casamento se tornou bem mais um bom negócio pra ela, que garante o conforto dos dois, que mesmo um relacionamento. Ele é o bem dela, o maior de todos, mas será ainda o amor? Quantas mulheres não estariam atrás dessa segurança que ela tem, acima de qualquer sonho romântico que tenha?

Elucubrações a parte, eu daria um péssimo partido na visão da cidadã. No entanto, juro que capricharia nas demais funções, não citadas por ela, sem deixar nada faltar a mulher que escolher. É só ela aparecer!

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