Essa semana não pude deixar de ler a Veja e seu caderno especial sobre o Big Bang e cosmologia em geral. Não que seja um apaixonado pelo assunto, sou é mesmo curioso. Além de tudo, o trabalho coordenado pelos jornalistas Adreia Caires e Rafael Correa tem que ser prestigiado pela clareza e beleza com que trataram o assunto.
Acho mesmo que a Veja fez um favor a fé com essa publicação. Primeiro por mostrar toda a imensidão do cosmos no qual estamos inseridos na nossa insigficância humana. Segundo, por mostrar como não sabemos nada sobre esse cosmos e como nossas teorias sobre o mesmo podem ser desmontadas apesar da nossa arrogância ciêntifica.
Acho impressionante como despreendemos vidas e dinheiro na busca do conhecimento. O acelerador de partículas do CERN na suíça é um exemplo disso. Tudo aquilo para provar que uma partícula existe, podendo consagrar ou destruir a reputação de físicos celebrados e reformular toda a teoria dessa área do conhecimento fascinante mas, convenhamos, bem pouco prática. Também fiquei estupefato com agumas afirmações da reportagem tais como o fato do ritmo de expansão do Big Bang ter sido preciso o suficiente para que a "sorte grande" da terra ter se acomodado onde ficou nesse sistema solar estável faz-nos um bilhete premiado cuja probabilidade de existirmos é infinitamente menor que a de alguém ganhar na megasena ... mas existimos. Aí tenho que concordar com quem diz que pra ser ateu é preciso ter muita fé.
Pra completar, a reportagem "O que havia antes do tempo" celebra Agostinho como visionário pela forma como respondia, no século IV, a pergunta do que Deus fazia antes da criação. Ao contrário dos bisbos do seu tempo que partiam para a ignorância dizendo que ele fazia o inferno para os descrentes, Agostinho dizia que ele nada fazia. Ao ser questionado se ele, o todo poderoso, ficava de papo pro ar ele era enfático; "Não, o tempo não existia!". É exatamente isso que professam os cosmologistas pela teoria da relatividade geral do gênial Albert Einstein.
De novo, religião zero, Espirito Santo dez. E no final a revista acaba concluindo que as respostas da ciência e da fé, principalmente da fé cristã estão cada vez mais parecidas, se interpretadas de forma não literal.
Vale a pena ler.
No comments:
Post a Comment