Como seria bom se tivéssemos resposta pra tudo. Que mudássemos a nossa vida sem dor ou sofrimento.
Que o nosso comportamento fosse sempre o melhor. Nossa vida, um conto de fadas, sempre com um final feliz. Não, não estou deprimido, apenas constato os nossos maus hábitos são mais fáceis de se obter que de se livrar. Que a nossa vontade nem sempre é suficientemente forte, que nem sempre entendemos o nosso modo de agir. Isso é antigo, na bíblia Paulo já falava isso.
A verdade é que sempre queremos respostas para os nossos problemas e dilemas só que elas nem sempre são tão simples como os programas de tv e os livros de auto-ajuda parecem sugerir. Não me digam que me falta encontrar Jesus pois minha relação com ele, apesar de conturbada, já tem muito tempo. O fato é que não só Paulo, o apóstolo, teve o privilégio de ter um espinho na carne, só que ouvir de Deus "a minha graça te basta" não é fácil, pra não dizer algo mais apropriado.
O que aconteceu é que encontrei pessoas como eu, com os mesmos problemas, para as quais a unica resposta que encontro é composta de uma única palavra: esperança!
Resolvi ter um blog para falar da vida como eu a vejo, em prosa e verso, sempre ...
Saturday, February 26, 2011
Thursday, February 10, 2011
Epifania
Essa eu devo ao Bom dia Brasil da globo e ao meu querido chefe, com quem divido o apartamento aqui no Rio. Duas matérias chamaram-nos a atenção e ficamos comentando as mesmas. De repente descobrimos que dois assuntos aparentemente descorrelacionados tinham tudo a ver.
A primeira matéria versava sobre o entupimento dos anéis viários das grandes cidades, em particular citava Belo Horizonte como exemplo. Sergio comentou que o problema estava no crescimento exagerado dos grandes centros que centralizam o PIB nacional. Ele ele está mais que certo. Em 2003, segundo o IBGE, apenas dez cidades eram responsáveis por mais de 25% do PIB nacional, todas capitais.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=481&id_pagina=1
A situação de lá pra cá não mudou muito apesar do desenvolvimento que se vê em regiões como o nordeste do país, esse desenvolvimento pouco se expande para o interior. Falta aí planejamento. Demos aula ao mundo com Lucio Costa e Niemayer, mas parece que nós mesmos não replicamos o conhecimento internamente. Insistimos em favelar as cidades não desenvolvendo as periféricas, dando-lhes infra-estrutura de transporte, educação e saude e distribuindo o parque industrial nas mesmas, garantindo o trabalho segundo a vocação de cada uma. Dessa forma teríamos sempre cidades com cerca de 500 mil habitantes no máximo com vida própria e o desenvolvimento distribuido nos estados entre os municípios. Da forma que fazemos centralizando tudo em poucos centros criamos o caos urbano, a violência, a calamidade nas chuvas e intepéries e o entupimento de suas artérias que são as vias de acesso ás mesmas.
A outra reportagem versava sobre os médicos de família. Essa figura comum tempos atrás, antes que os planos de saúdem loteassem a privilegiada classe média que tenta não depender do Sus. A reportagem mostrava os benefícios dos médicos de familia, inclusive ao bolso dos que o utilizam. Tirando as questões microeconômicas envolvidas que desistimulam essa prática tão benéfica, novamente Sergio fez a correlação imediata com a reportagem anterior. É o mesmo problema. De novo acertou na mosca!
Existe um programa no SUS chamado PSF - Programa Saúde da Família, implantado ainda na gestão do ex ministro Ciro Gomes cujo o objetivo é justamente incentivar a existência do médico de família nas cidades loteando-as para médicos credenciados.
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=149
Isso acabou não vingando como deveria. Por que? O salário é bem razoável, partindo do princípio que este programa voltou-se para o interior dos estados. Exatamente por isso é difícil arranjar bons profissionais que queiram morar no interior. Os nossos médicos, como toda classe média, se encantam com os fascínios dos grandes centros e logo desistem quando não dão um jeito de atuarem como deputados, trabalhando apenas alguns dias da semana sem residir na localidade.
Acho que enquanto não nos voltarmos para longe dos grandes centros rumo ao interior do pais desenvolvendo-o teremos sempre de conviver com todos esses problemas que listei acima e outros mais decorrentes do inchaço das grandes cidades.
A primeira matéria versava sobre o entupimento dos anéis viários das grandes cidades, em particular citava Belo Horizonte como exemplo. Sergio comentou que o problema estava no crescimento exagerado dos grandes centros que centralizam o PIB nacional. Ele ele está mais que certo. Em 2003, segundo o IBGE, apenas dez cidades eram responsáveis por mais de 25% do PIB nacional, todas capitais.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=481&id_pagina=1
A situação de lá pra cá não mudou muito apesar do desenvolvimento que se vê em regiões como o nordeste do país, esse desenvolvimento pouco se expande para o interior. Falta aí planejamento. Demos aula ao mundo com Lucio Costa e Niemayer, mas parece que nós mesmos não replicamos o conhecimento internamente. Insistimos em favelar as cidades não desenvolvendo as periféricas, dando-lhes infra-estrutura de transporte, educação e saude e distribuindo o parque industrial nas mesmas, garantindo o trabalho segundo a vocação de cada uma. Dessa forma teríamos sempre cidades com cerca de 500 mil habitantes no máximo com vida própria e o desenvolvimento distribuido nos estados entre os municípios. Da forma que fazemos centralizando tudo em poucos centros criamos o caos urbano, a violência, a calamidade nas chuvas e intepéries e o entupimento de suas artérias que são as vias de acesso ás mesmas.
A outra reportagem versava sobre os médicos de família. Essa figura comum tempos atrás, antes que os planos de saúdem loteassem a privilegiada classe média que tenta não depender do Sus. A reportagem mostrava os benefícios dos médicos de familia, inclusive ao bolso dos que o utilizam. Tirando as questões microeconômicas envolvidas que desistimulam essa prática tão benéfica, novamente Sergio fez a correlação imediata com a reportagem anterior. É o mesmo problema. De novo acertou na mosca!
Existe um programa no SUS chamado PSF - Programa Saúde da Família, implantado ainda na gestão do ex ministro Ciro Gomes cujo o objetivo é justamente incentivar a existência do médico de família nas cidades loteando-as para médicos credenciados.
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=149
Isso acabou não vingando como deveria. Por que? O salário é bem razoável, partindo do princípio que este programa voltou-se para o interior dos estados. Exatamente por isso é difícil arranjar bons profissionais que queiram morar no interior. Os nossos médicos, como toda classe média, se encantam com os fascínios dos grandes centros e logo desistem quando não dão um jeito de atuarem como deputados, trabalhando apenas alguns dias da semana sem residir na localidade.
Acho que enquanto não nos voltarmos para longe dos grandes centros rumo ao interior do pais desenvolvendo-o teremos sempre de conviver com todos esses problemas que listei acima e outros mais decorrentes do inchaço das grandes cidades.
Tuesday, February 01, 2011
Conselhos de uma expert
Quando a pessoa tem experiência no assunto temos que ouvi-la com atenção. Vejam só as afirmações de uma expert em relacionamentos sobre às responsabilidades de cada um nesse projeto chamado relacionamento a dois:
1. O que o casal decide, ambos decidem - É comum quando alguma coisa não dá certo a parte que abriu mão de sua posição em favor do outro culpá-lo pelo malogro. No entanto, essa pessoa ao abrir mão de suas convições tomou uma decisão de faze-lo e assumiu o que o outro decidiu como sua decisão. Se tivesse dado certo, colheriam ambos os louros. Dando errado a responsabilidade é de ambos não de um só.
2. O perdão beneficia mais quem perdoa que quem é perdoado - Não perdoar é alimentar uma mágoa ou um rancor que não só nos afastará definitivamente daquela pessoa, mas pior, nos fará muito, mas muito mal. Independentemente dos rumos a serem tomados no relacionamento, o perdão é sinal que existe amor. Se o coração se fecha para o perdão é que ele se fechou para o amor antes. Portanto, por ser do amor, o perdão não precisa do merecimento do outro pra ser dado. Ele é fruto de graça para beneficio essencialmente de quem perdoa.
3. A nós cabe o arrependimento não o perdão do outro - Quando ofendemos ou machucamos quem amamos, e isso não é difícil de acontecer, não podemos forçar o outro a nos perdoar. Até porque essa responsabilidade nesse caso não é nossa conforme dito anteriormente. O que podemos fazer é nos arrependermos verdadeiramente. Se existir amor o perdão será inevitável, cedo ou tarde.
4. Amor é decisão - Quando se ama se decide que é aquela pessoa que realmente se quer viver e assume-se a decisão que se tomou. Não se fica olhando pro lado como se não tivesse satisfeito com o que tem, nem se cogita mudar mas se aposta na relação como projeto único que dará certo pois ambos estão imbuidos do propósito de fazê-la dar certo. Aqui novamente a responsabilidade é individual mas ambos precisam decidir amar e se doarem ao projeto comum senão a relação não vinga.
5. Amar é para os corajosos não para os covardes - É preciso ter coragem para amar ou talvez o amor nos torna corajosos. Diz a bíblia que o amor lança fora o medo. Se é assim, o verdadeiro amor nos levará a assumir compromissos de forma consciênte mas com a intepridez dos que navegam em águas desconhecidas. Sem essa coragem o melhor a fazer é se acostumar às relações fugazes baseadas no hoje sem nenhum amanhã. Aquelas relações que, quando ficam sérias, a gente termina pelo medo do compromisso.
Obs: Essa expert, por acaso, é a minha namorada ;-).
1. O que o casal decide, ambos decidem - É comum quando alguma coisa não dá certo a parte que abriu mão de sua posição em favor do outro culpá-lo pelo malogro. No entanto, essa pessoa ao abrir mão de suas convições tomou uma decisão de faze-lo e assumiu o que o outro decidiu como sua decisão. Se tivesse dado certo, colheriam ambos os louros. Dando errado a responsabilidade é de ambos não de um só.
2. O perdão beneficia mais quem perdoa que quem é perdoado - Não perdoar é alimentar uma mágoa ou um rancor que não só nos afastará definitivamente daquela pessoa, mas pior, nos fará muito, mas muito mal. Independentemente dos rumos a serem tomados no relacionamento, o perdão é sinal que existe amor. Se o coração se fecha para o perdão é que ele se fechou para o amor antes. Portanto, por ser do amor, o perdão não precisa do merecimento do outro pra ser dado. Ele é fruto de graça para beneficio essencialmente de quem perdoa.
3. A nós cabe o arrependimento não o perdão do outro - Quando ofendemos ou machucamos quem amamos, e isso não é difícil de acontecer, não podemos forçar o outro a nos perdoar. Até porque essa responsabilidade nesse caso não é nossa conforme dito anteriormente. O que podemos fazer é nos arrependermos verdadeiramente. Se existir amor o perdão será inevitável, cedo ou tarde.
4. Amor é decisão - Quando se ama se decide que é aquela pessoa que realmente se quer viver e assume-se a decisão que se tomou. Não se fica olhando pro lado como se não tivesse satisfeito com o que tem, nem se cogita mudar mas se aposta na relação como projeto único que dará certo pois ambos estão imbuidos do propósito de fazê-la dar certo. Aqui novamente a responsabilidade é individual mas ambos precisam decidir amar e se doarem ao projeto comum senão a relação não vinga.
5. Amar é para os corajosos não para os covardes - É preciso ter coragem para amar ou talvez o amor nos torna corajosos. Diz a bíblia que o amor lança fora o medo. Se é assim, o verdadeiro amor nos levará a assumir compromissos de forma consciênte mas com a intepridez dos que navegam em águas desconhecidas. Sem essa coragem o melhor a fazer é se acostumar às relações fugazes baseadas no hoje sem nenhum amanhã. Aquelas relações que, quando ficam sérias, a gente termina pelo medo do compromisso.
Obs: Essa expert, por acaso, é a minha namorada ;-).
Friday, January 28, 2011
Oração da busca por um culpado!
Alguém que possa reclamar
E nele por toda a culpa
do amor que não soube encontrar
Que ele nunca me falte
Que nunca me abandone
Assim não encaro o medo
Assim não enfrento a fome
Assim não assumo o erro
E nem mesmo cruzo a ponteVivo sempre no passado
Não me abro pro presente
E deixo passivo a revolta
Tomar conta da minha mente
Sim ó Pai, não o deixe ir de mim
E aí ficar sem desculpas
E ter que encarar-me assim
Autor (ou pelo menos co-autor) dos meus fracassos
Responsável por escolhas
Que me abstive de fazer
De permanecer sofrendo
De passar os dias morrendo
Tendo a opção de viver
Pelo menos no diabo, nosso culpado mor
Me deixe, por favor, por a culpa
De não ter acordado
E ter de ti esperado
Um sinal do céu pra agir
De não ter me amado antes
Ou amado de verdade
Um amor não merecido que tanto se precisava
Um amor bem decidido
Desses que procurava
Livrai-me da falta de culpados
Assim não preciso crescer
E entender que até você
Teve que enfrentar sozinho
E a cruz pelo seu caminho
Nem precisava a levarMas não se absteve de amar
E sem culpa assumiu as dos outros
Pois amou quem não lhe amou e ponto
Pois amou quem não lhe amou e ponto
Por quantos decidiu se dar
Monday, January 24, 2011
A arte de acreditar no melhor!
Hoje estava pensando, como as vezes é difícil crer que algo vai dar certo, que o pior não aconteceu e que não há o que se preocupar em relação as coisas e as pessoas com as quais nos relacionamos. Me parece que ir de encontro a esses pensamentos que embutem em si sentimentos de insegurança e impotência é um verdadeiro exercício de fé. É preciso reprogramar a mente para acreditar no melhor. Assim, se seu filho demora a chegar em casa e não lhe liga é porque está se divertindo muito com os amigos e não porque lhe aconteceu algo de grave (aliás quando isso acontece normalmente sabemos de imediato!); se ele, por sua vez encontra-se distante, numa viagem ao exterior por exemplo, e o telefone só toca e ele não atende é porque ele deixou o mesmo carregando no hotel e esqueceu-se de levá-lo consigo e não porque foi sequestrado; se o novo relacionamento ou negócio que abriu está bom demais é porque realmente é bom e vai durar e não o contrário. Por que não dará certo?
Parece que somos programados para não acreditar ou acreditar no pior. Não é a toa que os gurus de auto-ajuda deitam e rolam em cima dos nossos medos e na nossa incapacidade de acreditar, principalmente em nós mesmos. Em parte eles tem razão. Nossa auto-imagem conta muito pois se não nos sentimos merecedores de coisas boas e do sucesso dos nossos empreendimentos difícilmente outros acreditarão em nossos esforços como dignos de reconhecimento e recompensa. No entanto, acho que o buraco aí é mais embaixo. É uma questão mesmo de fé.
Parece que somos programados para não acreditar ou acreditar no pior. Não é a toa que os gurus de auto-ajuda deitam e rolam em cima dos nossos medos e na nossa incapacidade de acreditar, principalmente em nós mesmos. Em parte eles tem razão. Nossa auto-imagem conta muito pois se não nos sentimos merecedores de coisas boas e do sucesso dos nossos empreendimentos difícilmente outros acreditarão em nossos esforços como dignos de reconhecimento e recompensa. No entanto, acho que o buraco aí é mais embaixo. É uma questão mesmo de fé.
Na minha visão de fé, não religiosa, é me dito que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e, sinceramente, não tenho muito o que questionar esse amor, apesar do meu relacionamento meio difícil com esse ser que é puro mistério e ao mesmo tempo incrivelmente próximo. Assim, quem vive essa ótica, tem que acreditar que tudo o que lhe acontece o leva para frente e nunca para trás. Mesmo as perdas, de qualquer tipo, separações, distâncias, desencontros, tudo acaba contribuindo para construção do novo, do mais perfeito, do encontro, da realização e da glória, que pode não ser a dos homens, mas certamente é sua por ter cumprido a carreira e vencido! É o sentido de missão, de propósito na existência, que quando não se desiste acaba se realizando na vida, de uma forma ou de outra.
Para se viver nessa dimensão é preciso coragem. Coragem para admitir que seus sonhos foram ceifados pelo medo e reprogramar sua mente com base no amor. Acreditar que pelo menos Ele lhe ama faz uma diferença grande na vida de quem crê. Quando reconhecemos esse amor em outros aí a revolução está feita!
Esse não é um discurso religioso, mas de uma espiritualidade viva que faz uma enorme diferença quando a praticamos.
Viver assim é uma arte, a arte de acreditar no bem, no próximo, no melhor, no amor, em Deus e outras coisas que esse nosso mundo insiste em jogar para o reino da fantasia e da ingenuidade. Bem aventurados esses puros de coração pois certamente verão aquilo que acreditam e viverão seus sonhos.Rio de Janeiro, 24/01/11
Thursday, January 20, 2011
Aniversário feliz
Já passei por diversas vezes o meu aniversário sozinho. Me lembro de ter passado um viajando pra São Paulo do lado de um jovem de origem rural que certamente tinha deixado atrás alguma desilusão amorosa pois o que esse cidadão ouvia o Leandro e o Leonardo no auge do "pense em mim, chore por mim ... " não era brincadeira não. Pro meu desespero quase decoro o disco todo!
Outros foram felizes por serem comemorados em familia.
Alguns tiveram um quarto de hotel, ou um apartamento vazio como companheiros e foram estes os mais tristes.
Essa semana cheguei a comemora-lo duas vezes no mesmo dia, como os colegas de trabalho e alguns queridos irmãos da igreja. A única coisa que me faltou foi a presença dos filhos compesada com a vinda deles pro Rio no dia posterior.
Assim só tenho a agradecer a Deus pelo carinho recebido de todos. O amor é dom de Deus. Vem do céu pra gente e quando recebemos tanto de tantos temos que agradecer aquele que nos amou primeiro.
Outros foram felizes por serem comemorados em familia.
Alguns tiveram um quarto de hotel, ou um apartamento vazio como companheiros e foram estes os mais tristes.
Essa semana cheguei a comemora-lo duas vezes no mesmo dia, como os colegas de trabalho e alguns queridos irmãos da igreja. A única coisa que me faltou foi a presença dos filhos compesada com a vinda deles pro Rio no dia posterior.
Assim só tenho a agradecer a Deus pelo carinho recebido de todos. O amor é dom de Deus. Vem do céu pra gente e quando recebemos tanto de tantos temos que agradecer aquele que nos amou primeiro.
Tuesday, January 11, 2011
A beleza da alma
Todos os dias me deparo com a cultura da boa forma, geração saúde. São corpos perfeitos, beirando o ideal atlético, quando não modelados por bisturis. É o culto ao corpo e a beleza estética. Nesse ambiente acontece um fenômeno nos relacionamentos muito interessante. Começamos a nos interessar pelos outros segundo a estética das pessoas e não pelo conteúdo das mesmas. Como assim? - você me perguntaria. Conteudo? Sim, conteúdo, alma, aquilo que está dentro e não fora. O que não pode se identificar com os olhos somente, mas precisam da ajuda de um coração disposto a conhecer realmente as pessoas.
Outro dia, caminhando na praia com uma amiga do trabalho, ela se referia ao medo que tinha das pessoas aqui no Rio decorrente de uma experiência terrível que teve logo quando chegou. Foi pega de surpresa ao sair de uma estação de metrô por uma perseguição policial e se viu impotente tendo que se proteger de balas perdidas. Ao olhar para alguém de cor ela já olhava desconfiada, como se a cor por si só fosse sinal de marginalidade. Ao ver meu olhar despreocupado e indiferente à aparência das pessoas ela se impressionou e verificou que talvez o olhar dela estivesse carregado de preconceito.
Pré-conceito. Um conceito anterior ao olhar que nos faz olhar diferente. É exatamente isso que acontece. Se moldamos o nosso senso estético com modelos de beleza nórdicos vai ser muito difícil apreciar a beleza de uma negra, por mais bela e sensual que ela seja. Adotamos esses modelos e eles vão moldando os nossos gostos. Assim quando nos aproximamos de alguém com algum interesse, esse interesse normalmente estará sendo influenciado por algum desses modelos.
Mas existe algo que também nos atrai nas pessoas e que é infinitamente mais forte que o padrão estético: a beleza da alma.
Vinicius de Moraes certa vez disse: "as muito feias que me perdoem mas beleza é fundamental". Prefiro o verso do Tom em Wave ..."fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho!". A beleza está nos olhos de quem vê. Se não educarmos os nossos olhos para vermos o interior das pessoas iremos nos apaixonar por canalhas ou vadias estéticamente perfeitas e deixarmos de nos relacionar com seres humanos acima da média por não serem "bonitos", terem uns quilos a mais ou algo parecido. Como se fossemos também perfeitos, verdadeiros manequins.
Quem se preocupa de nos conhecer de verdade? Quem gosta da gente pelo que a gente é e não pelo que temos pra dar? Quem se identifica com os nossos sonhos? Quem reparte conosco os nossos gostos e anda conosco o nosso caminhar? Quem se alegra com a nossa chegada e anseia nos ver novamente quando partimos? Quem ri das nossas bobagens e das nossas mancadas e micos não faz uma tempestade e nos perdoa a humanidade da nossa imperfeição? Quem ri das nossas piadas, por pura educação, e reparte conosco a mesma emoção?
São essas pessoas que valem a pena estar, viver, abraçar, beijar e amar. São nossos amigos leais e sinceros. Gostam da gente de verdade!
E se encontramos alguém que alem disso tudo nos enche de outro tipo de amor? Aí é agradecer a Deus e viver isso seja como ela for.
É fundamental nesses casos entender também o seguinte: a nossa alma vai atrás de quem ela se dá. Vai ser difícil se apaixonar pela alma de alguém cujos valores e estilos de vida nos sejam muito diferentes. Quando nos identificamos com alguém ou é porque esse alguém é semelhante a nós ou é tudo que nós queriamos ser ou ter do lado. Quando nosso olhar não consegue enxergar a beleza da alma de alguém, em sendo esta pessoa bela, nos falta o treinamento de olhar direito, sem rancores, medos, falsos interesses, mágoas ou preconceitos.
"... se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será" - Jesus Cristo.
Outro dia, caminhando na praia com uma amiga do trabalho, ela se referia ao medo que tinha das pessoas aqui no Rio decorrente de uma experiência terrível que teve logo quando chegou. Foi pega de surpresa ao sair de uma estação de metrô por uma perseguição policial e se viu impotente tendo que se proteger de balas perdidas. Ao olhar para alguém de cor ela já olhava desconfiada, como se a cor por si só fosse sinal de marginalidade. Ao ver meu olhar despreocupado e indiferente à aparência das pessoas ela se impressionou e verificou que talvez o olhar dela estivesse carregado de preconceito.
Pré-conceito. Um conceito anterior ao olhar que nos faz olhar diferente. É exatamente isso que acontece. Se moldamos o nosso senso estético com modelos de beleza nórdicos vai ser muito difícil apreciar a beleza de uma negra, por mais bela e sensual que ela seja. Adotamos esses modelos e eles vão moldando os nossos gostos. Assim quando nos aproximamos de alguém com algum interesse, esse interesse normalmente estará sendo influenciado por algum desses modelos.
Mas existe algo que também nos atrai nas pessoas e que é infinitamente mais forte que o padrão estético: a beleza da alma.
Vinicius de Moraes certa vez disse: "as muito feias que me perdoem mas beleza é fundamental". Prefiro o verso do Tom em Wave ..."fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho!". A beleza está nos olhos de quem vê. Se não educarmos os nossos olhos para vermos o interior das pessoas iremos nos apaixonar por canalhas ou vadias estéticamente perfeitas e deixarmos de nos relacionar com seres humanos acima da média por não serem "bonitos", terem uns quilos a mais ou algo parecido. Como se fossemos também perfeitos, verdadeiros manequins.
Quem se preocupa de nos conhecer de verdade? Quem gosta da gente pelo que a gente é e não pelo que temos pra dar? Quem se identifica com os nossos sonhos? Quem reparte conosco os nossos gostos e anda conosco o nosso caminhar? Quem se alegra com a nossa chegada e anseia nos ver novamente quando partimos? Quem ri das nossas bobagens e das nossas mancadas e micos não faz uma tempestade e nos perdoa a humanidade da nossa imperfeição? Quem ri das nossas piadas, por pura educação, e reparte conosco a mesma emoção?
São essas pessoas que valem a pena estar, viver, abraçar, beijar e amar. São nossos amigos leais e sinceros. Gostam da gente de verdade!
E se encontramos alguém que alem disso tudo nos enche de outro tipo de amor? Aí é agradecer a Deus e viver isso seja como ela for.
É fundamental nesses casos entender também o seguinte: a nossa alma vai atrás de quem ela se dá. Vai ser difícil se apaixonar pela alma de alguém cujos valores e estilos de vida nos sejam muito diferentes. Quando nos identificamos com alguém ou é porque esse alguém é semelhante a nós ou é tudo que nós queriamos ser ou ter do lado. Quando nosso olhar não consegue enxergar a beleza da alma de alguém, em sendo esta pessoa bela, nos falta o treinamento de olhar direito, sem rancores, medos, falsos interesses, mágoas ou preconceitos.
"... se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será" - Jesus Cristo.
Saturday, January 01, 2011
Essa marvada!!!
Aconteceu ontem ao voltar pra casa. Um vizinho que até então não conhecia chegou quase arrastado pela mulher, pra lá de bagdá, pois tinha tomado todas e mais um pouco nas bebemorações de ano novo. Não obstante berrava:
- Eu ganhei na megasena do ano novo!!! Eu ganhei !!!
Enquanto a mulher punha-lhe a mão na boca envergonhada pedindo-lhe que parasse ele continuava.
- Ganhei, ganhei na megasena!
Um o outro engraçadinho respondinha : "- Me empresta então". A maioria, no entanto, ria da situação ridícula que ele patrocinava.
Conversei com ele hoje pela manhã mais sóbrio, pelo menos assim achei, e perguntei-lhe se lembrava do que tinha dito ontem. Nada. Quando lhe contei o que tinha feito rimos juntos do episódio.
É...beber é para quem sabe, quem não sabe paga mico ou coisa pior.
- Eu ganhei na megasena do ano novo!!! Eu ganhei !!!
Enquanto a mulher punha-lhe a mão na boca envergonhada pedindo-lhe que parasse ele continuava.
- Ganhei, ganhei na megasena!
Um o outro engraçadinho respondinha : "- Me empresta então". A maioria, no entanto, ria da situação ridícula que ele patrocinava.
Conversei com ele hoje pela manhã mais sóbrio, pelo menos assim achei, e perguntei-lhe se lembrava do que tinha dito ontem. Nada. Quando lhe contei o que tinha feito rimos juntos do episódio.
É...beber é para quem sabe, quem não sabe paga mico ou coisa pior.
Friday, December 31, 2010
Virada de ano
Coisas a se fazer antes de morrer:
Passar um reveillon em Copacabana ... Feito!
Ao lado dos que amo ... ops, dessa vez não deu ... e fez falta!
Quem sabe ano que vem?
Sunday, December 26, 2010
Projeto Verão
Desisto! Não resisti aos apelos de Ipanema para que eu entre em forma. É muita gente sarada e bonita desfilando por aqui! Não dá pra não ficar encabulado com um pneuzinho aqui e outro acolá. Academia de graça na praia com aulas e tudo mais, mil e um motivos para dar uma corridinha na praia, desde o visual do arpoador até as beldades que vez por outra a gente topa (força da expressão que fique claro!), sem acreditar no que está vendo. Enfim, não tenho desculpas e me imbuí do espírito carioca do verão com tudo em cima para dar uma melhorada no condicionamento físico.
Vou aproveitar também para acertar o passo num curso de dança de salão assim junto o útil ao agradável. Fico em forma e me divirto.
Só não vou entrar nessa de tatuagem. Nunca vi povo mais tatuado. É como diz meu mano Percio “parece que sentem um prazer de tornarem um quadro ambulante pra todo mundo ver”, e eu complemento; mesmo que a moldura esteja, digamos, meio sem forma. Sim, porque pra se ver a tatuagem se olha pro corpo e as vezes isso é tão penoso. Acho que vira mania. Começa com uma, depois outra, quando se vê está o corpo todo cheio de mensagens que depois podem perder o significado mas estarão lá para lembrá-los do quanto lhes moveu a paixão.
Se um dia me tatuasse colocaria motivos relacionados ao amor e não a paixão. Meus filhos e Deus são os candidatos naturais das homenagens. Quanto às mulheres já nos marcam o coração e a alma, não precisam que nos marquem a pele também de forma que não as esqueçamos jamais!
Saturday, December 25, 2010
Thursday, December 23, 2010
Mensagem de Natal
Esse ano não terei a companhia dos filhos no Natal. Não é a primeira vez mas talvez nunca quis tanto tê-los perto. Acho que quando convivia com eles não os tinha tão próximos a mim como os tenho hoje, mesmo distante. Daí porque o Natal esse ano me faz refletir num monte coisas. Primeiro, muitos terão o privilégio que não terei e se reunirão em família ao redor de uma mesa farta, a ceia de natal. Também me reunirei em família, de gente maravilhosa que Deus me deu, mas por mais queridos que sejam não substituirão o estar com os filhos no natal. No entanto muitos também não reflitirão o quão abençoados são os que podem repetir esse momento todos os dias do ano, mesmo sem presentes mas com presença, principalmente na vida dos próprios filhos.
Segundo, muitos não terão ceia, pois mal terão o que comer. No entanto o natal poderá significar a esperança do re-nascimento e da sobrevivência por meio da atitude de alguém que realmente entendeu o espírito da ocasião.
Terceiro, Cristo certamente não nasceu nessa época e a data, originalmente uma comemoração pagã do deus sol. O dia 25 foi aproveitado por Constantino no sincretismo religioso e político que se tornou a igreja romana bem como todo o cristianismo que dela se derivou. No entanto, lembrar de um menino numa manjedoura sendo esse menino simplesmente Emanuel – Deus conosco faz a gente pensar como Deus é simples, e como tem dificuldades de encontrar um berço, e acaba nascendo nos lugares mais humildes, para nos mostrar que um coração altivo e soberbo nunca o verá.
Dessa forma, viver o natal não é festejar a família, como muitos pensam, nem fazer a alegria dos lojistas gastando seu décimo terceiro, mas reconhecer-se manjedoura na qual Jesus possa deitar e descansar. É esse o meu desejo pra mim, e o que quero pra mim quero para todos os meus amigos e irmãos.
Amém
Sunday, December 19, 2010
Causos de Ipanema
Andava eu pela Visconde de Pirajá fazendo pesquisa de preço para comprar uma cama, já que a duas semanas durmo em um colchonete e já estou me acostumando com a dureza do chão. Antes que isso acontecesse e, atendendo o pedido do meu amigo e colega de moradia, que encerrasse de vez essa vida de acampante e me estabelecesse morador do apartamento que divido com ele.
Após achar uma loja de colchões estava a procura de uma outra para comparar o preço que achara quando resolvi perguntar a uma cabeleireira que tinha dado uma pausa no trabalho para fumar na calçada.
- A senhora saberia me dizer onde encontro uma outra loja de colchões? – perguntei.
- Você tem celular com internet? – sua resposta não poderia ter me causado mais surpresa. Me limitei a responder;
-Sim.
- Então entra na galeria, tem internet free (Wi-fi), consulta lá os preços e ai você já vê endereço e tudo mais. Euzinha mesmo não sei de outra loja por aqui não.
Atônito com a resposta da mulher tive vontade de dizer-lhe que o especialista em TI (tecnologia da informação) ali era eu mas se é uma coisa que aprendi é reconhecer quando alguém fala algo irrefutavelmente certo. E lá fui eu para onde teria que ter ido primeiro ... à Internet!
Sunday, December 12, 2010
Primeira semana no Rio
O que vou dizer dessa primeira semana? Que o Rio é lindo, a cidade mais bonita do mundo é senso comum. Que essa beleza se completa com as pessoas que desfilam por aqui, é fato. Descrever a beleza das cariocas é entender o porque da “garota de Ipanema” e tantas outras músicas que a exaltaram e a razão dos poemas de Vinícius de Moraes, que tanto a declamaram.
Mas o que marcou mesmo minha primeira semana foram os reencontros. Primeiro os da Oi que possui nos seus quadros no Rio vários colegas como quem já trabalhei. Entre eles, está o meu chefe e amigo pessoal Sergio com quem aprendi desde cedo de que chefia não impede a amizade, na contramão do que os RHs de hoje em dia preconizam. Chamam-no hoje de paternalista por defender a equipe ter com ela um bom relacionamento com os mesmos, coisas que aprendi com o ele serem obrigatórias de um verdadeiro lider.
Outro reencontro especial foi com o meu quase irmão, amigo de adolescência, Percio Campos por quem nutria uma saudade e uma vontade de rever que foi satisfeita esse final de semana.
O Rio está prometendo muito...e eu adorando tudo isso!
Monday, November 29, 2010
Bye, Bye Belém!
Sexta passada deixei Belém em definitivo rumo ao Rio de Janeiro. Mudança esta acompanhada de várias outras que sei, me mudarão por dentro novamente. Nos últimos anos tem sido assim. Mudo e algo muda dentro em mim no processo da mudança!
Ficar em Belém esse ano foi muito bom apesar da distância dos filhos e a falta de um amor do lado.
Deixo novos amigos, alguns especiais, na certeza que sempre haverá festa nos nossos reencontros. Festa, que por sinal, não me faltou por lá.
Obrigado Belém por tudo!
Vamos ver o que nos espera de agora em diante ...
Espero o melhor!
Ficar em Belém esse ano foi muito bom apesar da distância dos filhos e a falta de um amor do lado.
Deixo novos amigos, alguns especiais, na certeza que sempre haverá festa nos nossos reencontros. Festa, que por sinal, não me faltou por lá.
Obrigado Belém por tudo!
Vamos ver o que nos espera de agora em diante ...
Espero o melhor!
Saturday, November 20, 2010
Paz
De repente, a paz tomou uma importância maior
E eu vi que não a tinha
A ansiedade a tomara
Num momento, já não existia.
Mas nessa hora uma palavra
Um alerta veio-me à mente
Não dá pra deixar de ser gente
Mas dá pra entregar o caminho
O que quero
Desejo
Espero
Preciso
Virá quando não esperar
E não mais pensar nisso
E eu vi que não a tinha
A ansiedade a tomara
Num momento, já não existia.
Mas nessa hora uma palavra
Um alerta veio-me à mente
Não dá pra deixar de ser gente
Mas dá pra entregar o caminho
O que quero
Desejo
Espero
Preciso
Virá quando não esperar
E não mais pensar nisso
Memória
Monday, November 15, 2010
Estou mordido!
Não, não estou com raiva, não! Pelo menos não que eu saiba. Fui só mordido por um cachorro hoje.
A coisa aconteceu na praia da ilha de Mosqueiro, perto de Belém. Naturalmente, uma tentativa de fazer o meu feriado algo diferente. Tentativa bem sucedida, diga-se de passagem! Mal pus os pés na praia me dispus a fazer uma caminhada, coisa que gosto de fazer, para conhecer o local antes de comer alguma coisa de almoço. No meio da bendita caminhada sou surpreendido por trás (além de cachorro era covarde!) por um cachorro que parece ter confundido meu tornozelo com algum osso que gosta muito ou tava com raiva de mim.
Se tava com raiva ela passou pra mim instantaneamente pois assim que livrei minha perna da boca dele parti pra cima do infeliz que nem o Tarzan, gritando mais alto do que ele latia. Não me pergunte por que fiz isso. Acho que ele não me inspirou medo. Foi como se eu dissesse pra ele: Vai encarar? Ele desistiu e foi embora.
Depois foi uma romaria entre hospital, onde fiz os curativos no tornozelo, e o posto de saúde onde tomei a primeira dose da vacina anti-rábica. Vai dizer que não foi diferente o meu feriado?
A coisa aconteceu na praia da ilha de Mosqueiro, perto de Belém. Naturalmente, uma tentativa de fazer o meu feriado algo diferente. Tentativa bem sucedida, diga-se de passagem! Mal pus os pés na praia me dispus a fazer uma caminhada, coisa que gosto de fazer, para conhecer o local antes de comer alguma coisa de almoço. No meio da bendita caminhada sou surpreendido por trás (além de cachorro era covarde!) por um cachorro que parece ter confundido meu tornozelo com algum osso que gosta muito ou tava com raiva de mim.Se tava com raiva ela passou pra mim instantaneamente pois assim que livrei minha perna da boca dele parti pra cima do infeliz que nem o Tarzan, gritando mais alto do que ele latia. Não me pergunte por que fiz isso. Acho que ele não me inspirou medo. Foi como se eu dissesse pra ele: Vai encarar? Ele desistiu e foi embora.
Depois foi uma romaria entre hospital, onde fiz os curativos no tornozelo, e o posto de saúde onde tomei a primeira dose da vacina anti-rábica. Vai dizer que não foi diferente o meu feriado?
O tempo e as jabuticabas

'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
O essencial faz a vida valer a pena.
Rubem Alves
Saturday, November 13, 2010
O homem é um espanto!
Quanto mais me relaciono e conheço gente fico espantado com o ser humano. Com a capacidade de amar e de desprezar o amor. Com a capacidade de usar de sabedoria, e aprender com ela, mas também de confundi-la com conhecimento. De fugir da melancolia em festas sem fantasia alguma mas onde todos usam máscaras. Só o homem é capaz de apaixonar-se perdidamente por alguém e anos depois ver aquela pessoa com a indiferença dos desconhecidos. Só ele, pode viver a fama e a glória numa hora e se tornar depois esquecido.É o homem ... esse desconhecido.
Mas o que mais me surpreende é quando ouço a verdade e a justiça saírem de lábios "suspeitos" e a mentira de bocas "santas". Quando julgamos os que expõem suas fraquezas e louvamos os que as escondem.
Realmente, essa contradição que é o ser humano realmente me espanta!
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