Resolvi ter um blog para falar da vida como eu a vejo, em prosa e verso, sempre ...
Sunday, November 01, 2009
Verdades
É da vida saber ganhar e perder
Quem se apega a ilusões
Nada alcançará
Mas sem um sonho em mente
Onde se chegará?
Hoje sonho acordado!
Thursday, September 10, 2009
Fui assaltado!
Juro que na hora não entendi nada. Era como estivesse noutro mundo ou que outro mundo tivesse adentrado no meu. Depois vemos que essa é a realidade do dia a dia de muitos. Não precisamos ir para um grande centro para experimentá-la.
Somos assaltados diariamente por gente que quer sempre levar vantagem, que se acha no direito de fazer uso próprio do poder que tem e que muitas vezes lhe foi delegado pelo mesmo povo que não se cansam de surrupiar. Povo este que parece absorver o mesmo princípio, ou seriam eles, os ladrões de terno e gravata, um reflexo desse povo? Um texto da Delis Ortis que recebi ontem fala disso contando um episódio real dela com um taxista onde o mesmo, muito crítico com os de Brasília, usava da mesma desonestidade no seu dia a dia.
Mas estar sob a mira de um revolver é muito pior. Confesso que não tinha noção!
Liguei para a policia. Disseram que mandariam um viatura. Em vão. A menos de uma hora do jogo da seleção era pedir demais, não é mesmo?
Fico pensando nos que convivem com isso diariamente.
Como vivem? Nada podem ter? Têm que viver desconfiados de tudo e de todos?
O certo é que estou vivo para contar a história.
Pra ser leve termino com a letra de Toquinho e Vinicios sobre o significado e brevidade da vida.
Foram-se os anés, ficaram os dedos ...
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
Friday, September 04, 2009
Ser ou não ser sensível?
Para compor canções?
Ler os corações?
Se importar com o sofrimento alheio?
Fingir ser dor a dor que deveras sente como dizia o mestre?
Ou para se involucrar eternamente na concha das próprias ilusões?
Não, ser sensível nada tem a ver com o alienar-se do mundo
Isso é mais fruto da nossa inocência ou pura criancice
Também nada tem a ver com feminilidade
Da mesma forma não podemos atribuir macheza ao fato de alguém sair do armário por mais macho que isso seja, um homem sensível não é uma amiga do sexo oposto ok meninas?
Ele é apenas ... sensível!
Não se aproveitará de você ...
(mas também não o provoque pois ainda é homem!)
Poderá ser seu amigo sem problemas
(principalmente se não estiver interessado em você :)
Poderá vê-lo chorando
Se emocionando
Mas lembre
Quando as luzes apagam
E irracionalidade da paixão ... ou do tesão vierem
Ele será o que é
Homem
Lembrem-se disso!
Minha sensibilidade deixo para as coisas do espirito
Nas do coração ela só nos traz sofrimento
Ainda sim é melhor ser
Do que não ser
Sensível
Friday, August 21, 2009
Sobre homens e cebolas
Isso me fez pensar no que acontece aos homens.
Também somos provados pelas lutas e provações da vida. Nessas horas ficamos como as cebolas no fogo, mas será que como as mesmas adocicamos?
Vejo muitos se tornando ao invés disso duros, traumatizados, inseguros, sem afeição e sem esperança.
É impressionante o que o fogo pode fazer com a cebola. Quisera que em muitos de nós ele fizesse o mesmo!
Friday, July 17, 2009
Encerrando os ciclos!
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
Fernando Pessoa
Travessia
Monday, July 13, 2009
O poder da existência
Embora questione alguns das afirmações acima pois aceitá-la tal como Sartre propôs negaria realidades que considero verdadeiras como as espirituais, daí o ateísmo sartreano, considero pertinente a reflexão da influência da existência sobre a nossa essência, ou seja, quem nós somos.
O que faz alguém tomar uma decisão de não se corromper com o crime organizado numa favela carioca, por exemplo, enquanto o seu irmão nascido na mesma casa e vivendo no mesmo lugar caia na marginalidade? Por que hoje determinadas coisas que nos eram indispensáveis antigamente, ou nos tentavam como irresistíveis outrora hoje não carregam em si qualquer significado que nos faça correr atrás das mesmas? Por que aquela pessoa que antes admirávamos e com quem fizemos tantos planos hoje nos parece tão distante de nós ao ponto de parecer nunca ter nos conhecido?
A nossa existência se dá a partir das nossas decisões. Essas decisões abrem e fecham portas no nosso mundo. É como se estivéssemos sempre plantando algo que colheremos depois! No caso dos dois favelados quando um toma a decisão de ceder ao crime, por características pessoais e situação específica, este entra num caminho de distanciamento do outro trilhado pelo que não cedeu. Não existe volta! Caminhamos sempre pra frente! Se nos arrependemos temos que encontrar um novo caminho e carregaremos nele a experiência vivida por onde passamos.
Durante esse processo as coisas mudam de valor e as pessoas, é claro, mudam. Dessa forma Sartre tem razão em atribuir a existência a formação do nosso ser. Estamos sempre nos contruindo a partir das nossas experiências. Conversando com uma amiga pude percerber isso na história de reconciliação que me contou que teve com um primo com quem não falava a anos. Ao mesmo tempo algo da nossa essência parece permanecer (ele é o mesmo doido só cortou o cabelo!) a maturidade ganha com o tempo cria as condições para atitudes que outrora não adimitíamos (ele me pediu perdão e vi o quanto o amava!).
Quem não reconhece ou vive essa mudança estaciona no tempo, não evolui. Aí fica-se chato, uma eterna reprise e perde-se todos os atrativos que advém da novidade. Aí a paixão morre e não se renova nunca!
Quem pensa que somos os mesmos deveria pensar nas coisas que antes lhe eram caras e hoje você não dá importância alguma e vice-versa.
Fico triste quando alguém me julga por algo que fiz a muito tempo. Aquele que fez já não existe mais, como a água que tocamos no rio em um determinado instante, noutro seria outra. Como disse o saudoso Raul Seixas, somos uma metamoforse ambulante. Provo o que digo quando não faço o que fiz estando na mesma situação. Ora se não faço mais o que antes fazia, é sinal que mudei mas como saber senão me conhecendo hoje? Portanto, um aviso aos julgadores de plantão: a vida muda a gente e de repente não somos quem eles pensam. Só eles não mudam, pois para que isso aconteça é preciso viver e conhecer o novo ... e eles vivem no e do passado!
Tuesday, June 30, 2009
A tragédia de Michael Jackson
Vou explicar minha revolta. Cresci ouvindo Michael Jackson e acompanhei o sucesso estrondoso do "rei do pop", como ficou conhecido. A medida que foi mudando fruto de inúmeras cirugias plásticas, ficava claro que sofria de algum problema psicológico que o impedia de aceitar-se como era. Suas excentrencidades mostravam alguém que se recusava a crescer, como o Peter Pan da terra do nunca, nome que deu a mansão onde morou e morreu na California.
Seu envolvimento com crianças, casamentos forjados, filhos de origem duvidosa montam um perfil psicológico mais que óbvio de alguém tremendandamente perturbado e infeliz que não conseguiu se recuperar da perda da infância, marcada pela violência do mesmo pai que aparece hoje dando entrevistas na tv, infância que parece ter querido prolongar por toda vida ou vivê-la indefinidamente. Daí por que duvido que sua atração por crianças tivesse inclinações pedófilas porque Michael era acima de tudo infantil na sua doença.
Agora se isso é tão claro pra mim ou pra qualquer um que analise de fora sua vida, por que sua família, que o catapultou para o sucesso e loucura, não fez nada a esse respeito? Agora aproveitam para dizer o quanto o amavam e deixaram ele se destruir sem fazer nada? Que amor é esse? Se alguém amou o Michael algum dia não teve acesso a ele pois não acredito que o amor sincero de alguém não o fizesse repensar a vida e buscar ajuda psicológica e espiritual para sair da roda viva que o levou a morte.
Michael ao meu ver morreu por falta de amor, apesar de todas as declarações de fãs e familiares que assistimos nos últimos dias!
Para mim ele é um exemplo de como a hipocrisia da nossa sociedade, dos seus valores terrenos, pode destruir uma vida. Sim porque os que se alimentavam da doença de Michael não tinham qualquer interesse na sua cura, inclusive seus familiares.
A única lição que tiro disso tudo é que existe tempo pra tudo. A infância deve ser vivida intensamente como as demais fases da vida. Não querer crescer faz mal a saúde e pode matar!
Thursday, June 25, 2009
Lições da vida
Com relação aos encontros não me lembro de ter buscado qualquer um deles, seja por interesse ou necessidade. Na verdade eles simplesmente aconteceram!
Meus desencontros porém tiveram o meu dedo, quiçá minha mão inteira de responsabilidade.
Por isso desisti de forçar re-encontros. Comigo isso não dá certo!
Não adianta tentar.
Com isso aprendi a viver com privações a espera das oportunidades certas.
Ah ... nisso sou bom, ou pelo menos era. Sempre aproveitei as oportunidades que tive ...
e vou continuar aproveitando.
Sunday, June 14, 2009
A mulher invisível
Criamos nossos amores nas nossas mentes quando nos apaixonamos. Ela é a mulher ideal, ele, o homem perfeito. São as nossas projeções. Isso é normal. O problema ocorre é quando essas projeções perduram e tomam o lugar da realidade. Aí deixamos de amar alguém porque ela não era o que queriamos que fosse ou amamos como se ela fosse outra pessoa. Em ambos os casos a realidade nos ensina que as mulheres e homens que criamos um dia tornam-se visíveis ou desaparecem como ocorre no filme.
Felizes os que aprendem a amar e se relacionar com pessoas reais, mesmo com suas limitações, falhas e defeitos. Eu por exemplo, também tive a minha mulher invisível que me cegou a visão de tão perfeita que era. Meus olhos não a vêem mais! Sinal que amadureci ... que bom!
Wednesday, May 06, 2009
Monday, March 02, 2009
Amor morre?
Mas quem em sã consciencia iria querer matar esse amor? Quem não o experimentou senão inebriado pela paixão. É como o casal daquele filme que depois de um porre se descobrem casados sem lembrar do que fizeram só que o porre a que me refiro é outro. Para esses amar não vale a pena se o outro não estiver em condições de lhe dar o que dele se esperaria, numa relação de "amor". Mas é exatamente nessa hora que o amor é provado. Quando se ama quem não nos ama, ou não sabe como nos amar. É que nem Cristo disse, amar os amigos é fácil, mas os inimigos ... e quem não nos ama então! É justamente quando não merecemos que mais precisamos de amor.
Mas tudo tem um limite, e o tamanho do amor de cada um dirá qual é o seu.
O amor vencedor do texto abaixo, cujo autor não sei quem é, existe. Só é difícil de se encontrar!
Quem encontra-lo por favor me diga pois ando a procura do mesmo fora de mim!
A MORTE DO AMOR
Todos os dias morre um amor.
Quase nunca percebemos,
mas todos os dias morre um amor...
Às vezes de forma lenta e gradativa,
quase indolor,após anos e anos de rotina.
Às vezes melodramaticamente,
como nas piores novelas mexicanas,
com direito a bate-bocas vexaminosos,
capazes de acordar o mais
surdo dos vizinhos.
Pode morrer em uma cama de motel
ou simplesmente
em frente à televisão de domingo.
Morre sem um beijo antes de dormir,
sem mãos dadas,
sem olhares compreensivos,
com um gosto salgado de lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas
cada vez mais espaçados,
diálogos cada vez mais resumidos,
de beijos cada vez mais gelados...
Morre da mais completa e letal inanição !!!
Todos os dias morre um amor,
embora nós, românticos mais
na teoria do que na prática,
relutemos em admitir.
Pode morrer como uma explosão,
seguida de um suspiro profundo
(porque nada é mais dolorido
que a constatação de um fracasso),
de saber que, mais uma vez, um amor morreu.
Porque, por mais que não queiramos aprender,
a vida sempre nos ensina alguma coisa.
Esta é a lição: qualquer amor pode morrer !
E todos os dias, em algum lugar do mundo,
existe um amor sendo assassinado.
Como pista do terrível crime,
surge uma sacola de presentes devolvidos,
uma lista de palavrões sem censura,
ou o barulho insuportável do relógio
depois da discussão...
Afinal, todo crime deixa as suas evidências !
Todos nós podemos ser um assassino.
E podemos agir como age um assassino:
podemos nos esconder debaixo das cobertas,
podemos nos refugiar em salas de cinema vazias,
ou preferir trabalhar que nem um louco,
ou viajar para "espairecer",
ou confessar a culpa em altos brados,
fazendo do garçom o confidente...
Mas há também aqueles que negam,
veementemente, a sua participação no crime, e
buscam por novas vítimas em salas de bate-papo
ou em pistas de danceteria,
sem dor ou remorso.
Os mais periculosos aproveitam
sua experiência de criminosos
para escrever livros de auto-ajuda,
com a ironia de quem tem muito a ensinar
para os corações ainda puros.
Existem também os amores que clamam
por um tiro de misericórdia :
ainda estão juntos mas
se comportam como um cavalo ferido,
esperando ser sacrificado.
Existem também os amores-fantasma,
aqueles que se recusam a admitir que já morreram.
São capazes de perdurar anos,
como mortos-vivos sobre a Terra,
teimando em resistir apesar das camas separadas,
dos beijos frios e burocráticos,
do sexo sem tesão (se houver).
Esses não querem ser sacrificados,
mas irão definhar aos poucos,
até se tornarem laranjas chupadas.
Existem ainda os amores-vegetais,
aqueles que vivem em permanente estado de letargia,
que se refugiam em fantasias platônicas,
recordando até o fim de seus dias
o sorriso da ruivinha da 4a.série...
Ou se faz presente na fã que até hoje suspira
e delira em frente a um pôster do Elvis Presley.
Mas eu,
quase já desistindo da minha busca,
pude ainda encontrar uma outra classificação:
os amores-vencedores.
Aqueles que, apesar da
luta diária pela sobrevivência,
das infinitas contas a pagar,
da paixão que decresce com o decorrer dos anos,
da mesa-redonda no final de domingo,
das calcinhas penduradas no chuveiro
e das brigas que não levam a nada,
ressuscitam das cinzas e se revelam fortes,
pacientes e esperançosos.
Mas esses são raríssimos,
há quem duvide de sua existência.
São de uma beleza tão pura e rara que parecem lendas.
Um dia vou colocar um anúncio,
bem espalhafatoso, no jornal :
PROCURA-SE UM AMOR VENCEDOR
- oferece-se generosa recompensa...
Mas, no fundo, sei que ele
não surgiria como por acaso...
O que esses poucos vencedores falam
é que esse amor foi suado,
trabalhado, bem administrado nas
centenas de situações do cotidiano.
Não é um presente de loteria,
de sorte, nem de magia...
É simplesmente o resultado concreto
daquilo que foi um relacionamento
maduro e crescente entre duas pessoas ...
Monday, February 09, 2009
Quebrando paradigmas
O pior, é que isso bate com a minha experiência pessoal e com o que vejo nos meus amigos descasados. Fomos ensinados, principalmente na igreja, que o casamento tem como fim a constituição de uma família. No entanto, isso é apenas um dos objetivos que pode se realizar ou não. Se forem estéreis ou optarem por não terem filhos serão apenas um casal, e para que sejam um casal terão que querer um ao outro, a companhia, o cheiro, o corpo e tudo o mais. Os filhos podem ir embora ou morrerem num acidente e aí, se não se desenvolveu essa renovação contínua da paixão descobrem-se estranhos depois de um tempo. Sem as obrigações familiares restam curtirem um ao outro. E se não se curtirem? Em outras palavras, casamento feliz é aquele em que se cultiva o desejo e a paixão em paralelo ao amor e todos os projetos familiares envolvendo sustento, carro, moradia, filhos etc.
Alguém pode dizer; isso é tão evidente que nem precisaria ser dito com tanta surpresa. É que nós que, como eu, crescemos em um ambiente extremamente religioso tendemos a ter problemas com a paixão. Acha-la de menor valor, carnal, sem a dar a mesma a devida importância. Achamos que o amor é tudo na vida. E vivemos assim ... sem paixão por nada (nem pelo evangelho que tanto ouvimos) quando vemos temos perdido o que não perderíamos se tivéssemos vivido com paixão ... a pessoa a quem amamos, o trabalho que queríamos e, por fim, a nossa própria vida!
Wednesday, February 04, 2009
Monday, January 26, 2009
Entre projeções e fantasmas
Houve a época que meus maiores problemas estavam nas projeções que concebia. A mulher perfeita, o cargo perfeito. o trabalho perfeito, a igreja perfeita e por aí vai. Hoje luto contra os fantasmas do que aconteceu comigo. De que forma me assombram? Dizendo: "Não é mais possível!" ou "Você teve a sua chance amigo, esqueça!". Os fantasmas pegam as experiências mal sucedidas do passado e os traumas por elas deixados e tentam nos impedir de tentar de novo.
Vocês não sabem o quanto fico feliz quando um amigo ou amiga presos no vácuo deixado pelo fim de um casamento conseguem se apaixonar de novo. E ainda existem religiosos que insistem em deixá-los lá, nesse vácuo, entendendo eles que o casamento, feito por e entre mortais, finitos e falhos seres humanos em desenvolvimento, tem que ser eterno. Dizem que Deus os casou. Me desculpem mas Deus nos deu o livre arbítrio para essas coisas e não faria essa "sacanagem" com a gente. Se você vai para o altar com alguém que não devia ir, pelo menos naquela hora, Deus não vai mandar um sinal do céu dizendo desista, se você está decidido a fazê-lo. Não se concebe que isso possa ter sido uma decisão errada na hora errada, como outras tantas que tomamos movidos por paixão? O importante é que esse erro não nos tire a esperança de acertar, pois certo mesmo é que poucos conseguem passar por essa vida sem alguém do lado e se sentirem plenos e felizes, por mais que a infelicidade seja o risco que acompanhe todas as relações.
Quem sabe nesse ano vença os meus fantasmas já que me livrei das minhas projeções a tempos? No dia que isso acontecer certamente poderei experimentar em vida o que chamam de felicidade. Por enquanto vou aproveitando os momentos e andando conforme entendo ser certo. Que Deus esteja me guiando na caminhada!
Tuesday, January 13, 2009
Um mundo de intenções
As vezes o que pode ter concerto é estragado pela intencionalidade imprudente. Fui imprudente e soberbo demais para admitir que não sabia o que fazer em muitas das minhas vivências pessoais e principalmente relacionamentos que tive. Talvez o fato de ser bem sucedido como engenheiro de telecomunicações tenha influído. As coisas do coração são mais complicadas. Não se demonstram via equação, nem se resolvem trocando peças ou acertando arquivos de configuração.
Espero ter aprendido.
Podem apostar que sim!
Monday, January 12, 2009
Saltando
Monday, December 22, 2008
Resoluções de ano novo
a) Seguir a luz do meu interior que vem do alto e me conduz no caminho do amor.
b) Viver uma grande paixão, sem abrir mão da consciência e do bom senso.
c) Trabalhar visando cumprir objetivos claros e fazer dele instrumento para realizar meus projetos pessoais. Se no atual não conseguir fazer isso, procurar trocar por outro.
d) Concluir o mestrado
e) Fazer a certificação do PMI
f) Amar e educar os meus filhos
g) Viver e aproveitar das amizades sinceras que Deus me proporciona.
h) Tocar cada vez melhor e compor sempre que der.
Não quero me estender mais para não dar chance de citar algo que no fim do ano que vem não tenha cumprido. Prefiro fazer mais que menos do que me comprometi.
Pra terminar prometo escrever sempre nos meus blogs ano que vem. Espero cumprir tudo que prometi a mim mesmo.
Feliz ano novo!
Wednesday, November 12, 2008
Sobre os sonhos
e assumindo muitas responsabilidades
Ocupado não tenho tido tempo de aqui estar
Nesse meio tempo, dediquei-me ao estudo e ao trabalho
Pouco ou nada eu postei
Um mês faz eu sei
Da ultima vez a blogar
Pra compensar a lacuna
Escrevo em forma de verso
Para homenagear um poeta de verdade
De quem apresento um poema
Que é peça da sabedoria
Que dizem universal
Antonio Gedeão
e sua Pedra Filosofal
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
In Movimento Perpétuo, 1956
Sunday, October 12, 2008
Repetição
Destronar o rei, coroar você
Falar o que não foi dito
Calar o que se quer esquecer
Remontar o elo perdido
E no teu colo adormecer
São flashes de um sonho distante
Que teimamos em reviver
A cada outro, outra tentativa vã
A cada outra , outra vez busquei você
Até que um dia a liberdade venha
Para nos unir ou nos separar de vez
E nossa história como esse poema
Tenha um fim
Ou um começo enfim
Que vala a pena escrever