If there was a wrong woman where is gonna be the right one for me?
Answer: Nowhere, If I am not ready for her.
Resolvi ter um blog para falar da vida como eu a vejo, em prosa e verso, sempre ...
Monday, April 26, 2010
Sunday, April 25, 2010
Mulheres e "MULHERES"
Sai com o filho do meu primo e um amigo dele sexta passada num programa típico para o dia, happy hour depois do trabalho indo mais tarde a uma das várias opções de "balada" da cidade. Nesse ponto, pra mim foi notório o que a diferença de gerações faz com a gente. De repente lá estava eu trocando experiências e dando conselhos mesmo que nem eles, nem eu, tivéssemos ainda a noção que estava com dois garotos com metade da minha idade.Lá pelas tantas um deles reencontrou uma antiga namorada. A garota, linda e inteligente, advogada foi nos conquistando com uma simpatia contagiante. Sete anos mais velha que ele, depois fiquei sabendo que quando namoraram, ou ficaram, tempos atrás ele havia mentido a idade para passar por mais velho. Mesmo assim o clima de Eduardo e Mônica entre os dois era evidente. No entanto, por estar envolvido com outra pessoa, o menino resolveu resistir ao charme daquela bela mulher naquela noite. A questão é que ele não teria a mesma postura com outra qualquer. Vi naquela hora que havia uma diferença para aquele jovem entre uma menina que porventura pudesse ficar naquela noite e aquela em especial. Aquela representava para ele um perigo a sua relação. Logo fiquei sabendo porque;
- O que achou dela? - me perguntou o rapaz. Após elogiá-la ele me veio com a seguinte observação;
- Ela é uma mulher!
Aparentemente óbvia, a observação do meu novo amigo estava carregada de significado. Para ele, existia algo que diferenciava aquela garota das outras que a fazia uma mulher e as outras não. Uma autonomia, maturidade, segurança em si própria, consciência do que se quer parecem criar nesse ser uma luz que nenhum homem consegue ficar indiferente. Não era o fato dela ser mais velha que ele que o atraia, mas era o que ela tinha a agregar a vida dele que o deixava com a certeza de que o envolvimento, caso se permitisse, seria certo.
As vezes as mulheres gastam horas e horas investindo na aparência (não estou dizendo que a beleza não conta!) e esquecem-se de investir no seu interior. Gostar-se de si, ter auto-confiança e alegria de viver independemente de estar ou não com alguém, me parecem afrodisíacos para qualquer homem. Elas chamam a atenção de qualquer um. As vezes muito mais que a própria beleza. Essas qualidades passam uma mensagem de que você vai ganhar muito mais que um corpo bonito e um beijo gostoso se a conquistar, vai ganhar uma companheira, alguém a lhe adicionar graça a vida.
Essa talvez seja a diferença entre mulheres e MULHERES.
Friday, April 23, 2010
O diferencial da paixão

Quando analisamos o mercado, notadamente em disciplinas como Estratégia encontramos um conceito que os estudiosos atribuem o segredo do sucesso de determinado negócio, a saber; seu diferencial competitivo. Aquilo que ele tem que os seus concorrentes não tem, aquilo que ele faz melhor que os outros.
Na nossa vida, apesar de iguais na humanidade, temos cada um características que nos fazem únicos. Essas características são a nossa marca, definem nossa individualidade.
Assisti novamente o filme "Erin Brockovich - uma mulher de talento" ontem na tv a cabo e alem de ficar novamente fascinado com a atuação da Julia Roberts fiquei pensando no real talento da personagem baseada em uma história real. Qual o seu diferencial que a fez superar a falta de formação tornando seu trabalho a fonte de inspiração de um filme? Encontrei uma única resposta: paixão!
Quando fazemos o nosso trabalho com paixão tornamo-o diferenciado. Quando nos aplicamos para que ele seja bem feito primeiramente para a nossa satisfação pessoal tornamo-o especial. Fiquei pesando que a preocupação com a remuneração e a sobrevivência numa sociedade cada vez mais competitiva, validas dado o contexto que vivemos, tem tirado a inspiração que cada um deveria ter com relação as sua opção de vida como profissional.
Erin era uma mulher que entrava de cabeça em tudo que fazia seja na vida pessoal ou profissional. Com um temperamento difícil e um lado emocional muito forte ela fez diferença ao se entregar interamente num dos processos que marcaram a jurisprudência americana pelo fato da setença ter dado cerca de 333 milhões de dolares a um grupo de moradores atingidos pela contaminação da água por meio de uma indústria química local.
Fiquei pensando se não preciso buscar novamente um lugar onde possa me sentir fazendo parte de algo que me orgulhe. Esse sentimento faz a diferença e faz o nosso trabalho melhor.
Nossos relacionamentos também carecem dessa entrega.
Espero conseguir isso logo em ambas as áreas.
Wednesday, April 21, 2010
Será que nos conhecem mesmo?
As vezes não nos reconhecemos
Nos atos, nos ditos, naquilo que fazemos
Quem somos?
O que expressam os nossos atos ou aquilo que de nós dizemos?
Somos o que queremos ser dos sonhos que temos
O que realizamos dos nossos intentos
É a vida que estamos vivendo
Boa, ruim, alegre ou sofrida
É a vida que vamos fazendo
E assim nos conhecem os amigos, amores, enfim ...
os que passam no nosso caminho ...
e os que passam ao largo
E assim somos para alguns uma coisa ..
E para outros outra
Dependendo de quando e quanto nos conheceram
Por que hoje sou um que amanhã talvez não seja
Embora nunca deixei de ser quem realmente sou
Nos atos, nos ditos, naquilo que fazemos
Quem somos?
O que expressam os nossos atos ou aquilo que de nós dizemos?
Somos o que queremos ser dos sonhos que temos
O que realizamos dos nossos intentos
É a vida que estamos vivendo
Boa, ruim, alegre ou sofrida
É a vida que vamos fazendo
E assim nos conhecem os amigos, amores, enfim ...
os que passam no nosso caminho ...
e os que passam ao largo
E assim somos para alguns uma coisa ..
E para outros outra
Dependendo de quando e quanto nos conheceram
Por que hoje sou um que amanhã talvez não seja
Embora nunca deixei de ser quem realmente sou
Wednesday, January 06, 2010
Penas ao vento
No filme " A dúvida", em um sermão inspirador, um dos protagonistas na pele de um padre teóricamente injustiçado por uma calúnia retrata assim o ato da calúnia:
"Diz-se que alguém foi confessar-se com um velho padre que havia espalhado uma história inverídica sobre alguém. O padre então pediu que ele pegasse um travesseiro fosse para o alto de um prédio e o rasgasse inteiro, depois voltasse à sua presença. O homem assim fez e voltou ao padre que lhe perguntou:
- O que aconteceu em seguida, depois que rasgou o travesseiro?
- Ah! Padre - disse-lhe o confessor - voaram penas para todos os lados.
- Isso mesmo! Agora quero que faça mais uma coisa.
- O que reverendo? Diga-me que farei!
- Vá ao mesmo lugar e tente juntar as penas do travesseiro, uma a uma, e recomponha-o."
Essa história é emblemática. Sempre que sentir tentado a contar uma história sobre outra pessoa, que a degrina, mesmo que tenha certeza da sua veracidade, me lembrarei da imagem das penas voando e perguntarei a mim mesmo se consiguirei juntar as mesmas depois. Fazer isso com alguém é marca-la pro resto da vida, salvo a misericórdia de Deus.
Se não for pra falar o bem que calemos nossa boca para o mal!
"Diz-se que alguém foi confessar-se com um velho padre que havia espalhado uma história inverídica sobre alguém. O padre então pediu que ele pegasse um travesseiro fosse para o alto de um prédio e o rasgasse inteiro, depois voltasse à sua presença. O homem assim fez e voltou ao padre que lhe perguntou:
- O que aconteceu em seguida, depois que rasgou o travesseiro?
- Ah! Padre - disse-lhe o confessor - voaram penas para todos os lados.
- Isso mesmo! Agora quero que faça mais uma coisa.
- O que reverendo? Diga-me que farei!
- Vá ao mesmo lugar e tente juntar as penas do travesseiro, uma a uma, e recomponha-o."
Essa história é emblemática. Sempre que sentir tentado a contar uma história sobre outra pessoa, que a degrina, mesmo que tenha certeza da sua veracidade, me lembrarei da imagem das penas voando e perguntarei a mim mesmo se consiguirei juntar as mesmas depois. Fazer isso com alguém é marca-la pro resto da vida, salvo a misericórdia de Deus.
Se não for pra falar o bem que calemos nossa boca para o mal!
Friday, January 01, 2010
Resoluções de ano novo!
Ser um pouco mais o mesmo, mas mudar se for preciso e bom pra mim.
Navegar em águas não ainda navegadas
Aprender sempre
Desistir ... jamais!
Reconhecer o que se perdeu
Celebrar o que se ganhou
Aprender com o que se viveu
Mas ver que a vida ainda não terminou
Muito pelo contrário
Está sempre começando
Como um novo ano!
Como um novo amor!
Preso ao verdadeiro
Solto pra ser feliz
Crendo que tudo posso realizar
E que alcançarei o que sempre quis.
Navegar em águas não ainda navegadas
Aprender sempre
Desistir ... jamais!
Reconhecer o que se perdeu
Celebrar o que se ganhou
Aprender com o que se viveu
Mas ver que a vida ainda não terminou
Muito pelo contrário
Está sempre começando
Como um novo ano!
Como um novo amor!
Preso ao verdadeiro
Solto pra ser feliz
Crendo que tudo posso realizar
E que alcançarei o que sempre quis.
Sunday, November 01, 2009
Verdades
Defeitos, virtudes, todos os temos
É da vida saber ganhar e perder
Quem se apega a ilusões
Nada alcançará
Mas sem um sonho em mente
Onde se chegará?
Hoje sonho acordado!
É da vida saber ganhar e perder
Quem se apega a ilusões
Nada alcançará
Mas sem um sonho em mente
Onde se chegará?
Hoje sonho acordado!
Thursday, September 10, 2009
Fui assaltado!
A sensação de ter a vida por um fio e muito esquisita! Na hora não me dei conta, depois caiu a ficha. Estive sob a mira de um revolver. Entreguei o laptop no qual fazia uso em local inseguro. Levaram-no. Quanto vacilo! Lugar? Em frente a casa de meus pais na antigamente pacata Campina Grande.
Juro que na hora não entendi nada. Era como estivesse noutro mundo ou que outro mundo tivesse adentrado no meu. Depois vemos que essa é a realidade do dia a dia de muitos. Não precisamos ir para um grande centro para experimentá-la.
Somos assaltados diariamente por gente que quer sempre levar vantagem, que se acha no direito de fazer uso próprio do poder que tem e que muitas vezes lhe foi delegado pelo mesmo povo que não se cansam de surrupiar. Povo este que parece absorver o mesmo princípio, ou seriam eles, os ladrões de terno e gravata, um reflexo desse povo? Um texto da Delis Ortis que recebi ontem fala disso contando um episódio real dela com um taxista onde o mesmo, muito crítico com os de Brasília, usava da mesma desonestidade no seu dia a dia.
Mas estar sob a mira de um revolver é muito pior. Confesso que não tinha noção!
Liguei para a policia. Disseram que mandariam um viatura. Em vão. A menos de uma hora do jogo da seleção era pedir demais, não é mesmo?
Fico pensando nos que convivem com isso diariamente.
Como vivem? Nada podem ter? Têm que viver desconfiados de tudo e de todos?
O certo é que estou vivo para contar a história.
Pra ser leve termino com a letra de Toquinho e Vinicios sobre o significado e brevidade da vida.
Foram-se os anés, ficaram os dedos ...
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
Juro que na hora não entendi nada. Era como estivesse noutro mundo ou que outro mundo tivesse adentrado no meu. Depois vemos que essa é a realidade do dia a dia de muitos. Não precisamos ir para um grande centro para experimentá-la.
Somos assaltados diariamente por gente que quer sempre levar vantagem, que se acha no direito de fazer uso próprio do poder que tem e que muitas vezes lhe foi delegado pelo mesmo povo que não se cansam de surrupiar. Povo este que parece absorver o mesmo princípio, ou seriam eles, os ladrões de terno e gravata, um reflexo desse povo? Um texto da Delis Ortis que recebi ontem fala disso contando um episódio real dela com um taxista onde o mesmo, muito crítico com os de Brasília, usava da mesma desonestidade no seu dia a dia.
Mas estar sob a mira de um revolver é muito pior. Confesso que não tinha noção!
Liguei para a policia. Disseram que mandariam um viatura. Em vão. A menos de uma hora do jogo da seleção era pedir demais, não é mesmo?
Fico pensando nos que convivem com isso diariamente.
Como vivem? Nada podem ter? Têm que viver desconfiados de tudo e de todos?
O certo é que estou vivo para contar a história.
Pra ser leve termino com a letra de Toquinho e Vinicios sobre o significado e brevidade da vida.
Foram-se os anés, ficaram os dedos ...
Sei lá a vida tem sempre razão
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
Friday, September 04, 2009
Ser ou não ser sensível?
E essa tal sensibilidade? Pra que serve?
Para compor canções?
Ler os corações?
Se importar com o sofrimento alheio?
Fingir ser dor a dor que deveras sente como dizia o mestre?
Ou para se involucrar eternamente na concha das próprias ilusões?
Não, ser sensível nada tem a ver com o alienar-se do mundo
Isso é mais fruto da nossa inocência ou pura criancice
Também nada tem a ver com feminilidade
Da mesma forma não podemos atribuir macheza ao fato de alguém sair do armário por mais macho que isso seja, um homem sensível não é uma amiga do sexo oposto ok meninas?
Ele é apenas ... sensível!
Não se aproveitará de você ...
(mas também não o provoque pois ainda é homem!)
Poderá ser seu amigo sem problemas
(principalmente se não estiver interessado em você :)
Poderá vê-lo chorando
Se emocionando
Mas lembre
Quando as luzes apagam
E irracionalidade da paixão ... ou do tesão vierem
Ele será o que é
Homem
Lembrem-se disso!
Minha sensibilidade deixo para as coisas do espirito
Nas do coração ela só nos traz sofrimento
Ainda sim é melhor ser
Do que não ser
Sensível
Para compor canções?
Ler os corações?
Se importar com o sofrimento alheio?
Fingir ser dor a dor que deveras sente como dizia o mestre?
Ou para se involucrar eternamente na concha das próprias ilusões?
Não, ser sensível nada tem a ver com o alienar-se do mundo
Isso é mais fruto da nossa inocência ou pura criancice
Também nada tem a ver com feminilidade
Da mesma forma não podemos atribuir macheza ao fato de alguém sair do armário por mais macho que isso seja, um homem sensível não é uma amiga do sexo oposto ok meninas?
Ele é apenas ... sensível!
Não se aproveitará de você ...
(mas também não o provoque pois ainda é homem!)
Poderá ser seu amigo sem problemas
(principalmente se não estiver interessado em você :)
Poderá vê-lo chorando
Se emocionando
Mas lembre
Quando as luzes apagam
E irracionalidade da paixão ... ou do tesão vierem
Ele será o que é
Homem
Lembrem-se disso!
Minha sensibilidade deixo para as coisas do espirito
Nas do coração ela só nos traz sofrimento
Ainda sim é melhor ser
Do que não ser
Sensível
Friday, August 21, 2009
Sobre homens e cebolas
Hoje na hora do almoço tive uma discussão culinária com a minha mãe. Fã incondicional de cebolas cruas ela me avisara que havia cozinhado as cebolas da salada por minha causa, já que detesto o ardor das mesmas cruas e, ao mesmo tempo, as adoro fritas ou cozinhadas quando tomam o gosto dos temperos ou ficam simplesmente adocicadas.
Isso me fez pensar no que acontece aos homens.
Também somos provados pelas lutas e provações da vida. Nessas horas ficamos como as cebolas no fogo, mas será que como as mesmas adocicamos?
Vejo muitos se tornando ao invés disso duros, traumatizados, inseguros, sem afeição e sem esperança.
É impressionante o que o fogo pode fazer com a cebola. Quisera que em muitos de nós ele fizesse o mesmo!
Isso me fez pensar no que acontece aos homens.
Também somos provados pelas lutas e provações da vida. Nessas horas ficamos como as cebolas no fogo, mas será que como as mesmas adocicamos?
Vejo muitos se tornando ao invés disso duros, traumatizados, inseguros, sem afeição e sem esperança.
É impressionante o que o fogo pode fazer com a cebola. Quisera que em muitos de nós ele fizesse o mesmo!
Friday, July 17, 2009
Encerrando os ciclos!
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
Fernando Pessoa
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
Fernando Pessoa
Travessia
A enternidade de uma música está na capacidade de ecoar na alma dos ouvintes enquanto eles existirem. Esse é um exemplo. Nesse quesito ela beira a perfeição! Esse video com Milton e Wagner Tiso aos teclados é algo de sensacional!
Monday, July 13, 2009
O poder da existência
Ando pensando no que Sartre disse a respeito da existência humana como definidora do próprio homem. Para ele somos o que a nossa própria vida nos fez, é como não tivéssemos essência mas fossemos frutos da nossa existência. Para ficar mais claro, o que você é hoje é porque viveu o que viveu, se tivesse vivido outra vida seria outra pessoa. Cada pessoa é fruto das suas decisões e nesse caso, para Sartre, o homem é condenado à sua própria liberdade, quando a tem, pois até quando abre mão de decidir está decidindo, sendo ele o único responsável pela vida que tem!
Embora questione alguns das afirmações acima pois aceitá-la tal como Sartre propôs negaria realidades que considero verdadeiras como as espirituais, daí o ateísmo sartreano, considero pertinente a reflexão da influência da existência sobre a nossa essência, ou seja, quem nós somos.
O que faz alguém tomar uma decisão de não se corromper com o crime organizado numa favela carioca, por exemplo, enquanto o seu irmão nascido na mesma casa e vivendo no mesmo lugar caia na marginalidade? Por que hoje determinadas coisas que nos eram indispensáveis antigamente, ou nos tentavam como irresistíveis outrora hoje não carregam em si qualquer significado que nos faça correr atrás das mesmas? Por que aquela pessoa que antes admirávamos e com quem fizemos tantos planos hoje nos parece tão distante de nós ao ponto de parecer nunca ter nos conhecido?
A nossa existência se dá a partir das nossas decisões. Essas decisões abrem e fecham portas no nosso mundo. É como se estivéssemos sempre plantando algo que colheremos depois! No caso dos dois favelados quando um toma a decisão de ceder ao crime, por características pessoais e situação específica, este entra num caminho de distanciamento do outro trilhado pelo que não cedeu. Não existe volta! Caminhamos sempre pra frente! Se nos arrependemos temos que encontrar um novo caminho e carregaremos nele a experiência vivida por onde passamos.
Durante esse processo as coisas mudam de valor e as pessoas, é claro, mudam. Dessa forma Sartre tem razão em atribuir a existência a formação do nosso ser. Estamos sempre nos contruindo a partir das nossas experiências. Conversando com uma amiga pude percerber isso na história de reconciliação que me contou que teve com um primo com quem não falava a anos. Ao mesmo tempo algo da nossa essência parece permanecer (ele é o mesmo doido só cortou o cabelo!) a maturidade ganha com o tempo cria as condições para atitudes que outrora não adimitíamos (ele me pediu perdão e vi o quanto o amava!).
Quem não reconhece ou vive essa mudança estaciona no tempo, não evolui. Aí fica-se chato, uma eterna reprise e perde-se todos os atrativos que advém da novidade. Aí a paixão morre e não se renova nunca!
Quem pensa que somos os mesmos deveria pensar nas coisas que antes lhe eram caras e hoje você não dá importância alguma e vice-versa.
Fico triste quando alguém me julga por algo que fiz a muito tempo. Aquele que fez já não existe mais, como a água que tocamos no rio em um determinado instante, noutro seria outra. Como disse o saudoso Raul Seixas, somos uma metamoforse ambulante. Provo o que digo quando não faço o que fiz estando na mesma situação. Ora se não faço mais o que antes fazia, é sinal que mudei mas como saber senão me conhecendo hoje? Portanto, um aviso aos julgadores de plantão: a vida muda a gente e de repente não somos quem eles pensam. Só eles não mudam, pois para que isso aconteça é preciso viver e conhecer o novo ... e eles vivem no e do passado!
Embora questione alguns das afirmações acima pois aceitá-la tal como Sartre propôs negaria realidades que considero verdadeiras como as espirituais, daí o ateísmo sartreano, considero pertinente a reflexão da influência da existência sobre a nossa essência, ou seja, quem nós somos.
O que faz alguém tomar uma decisão de não se corromper com o crime organizado numa favela carioca, por exemplo, enquanto o seu irmão nascido na mesma casa e vivendo no mesmo lugar caia na marginalidade? Por que hoje determinadas coisas que nos eram indispensáveis antigamente, ou nos tentavam como irresistíveis outrora hoje não carregam em si qualquer significado que nos faça correr atrás das mesmas? Por que aquela pessoa que antes admirávamos e com quem fizemos tantos planos hoje nos parece tão distante de nós ao ponto de parecer nunca ter nos conhecido?
A nossa existência se dá a partir das nossas decisões. Essas decisões abrem e fecham portas no nosso mundo. É como se estivéssemos sempre plantando algo que colheremos depois! No caso dos dois favelados quando um toma a decisão de ceder ao crime, por características pessoais e situação específica, este entra num caminho de distanciamento do outro trilhado pelo que não cedeu. Não existe volta! Caminhamos sempre pra frente! Se nos arrependemos temos que encontrar um novo caminho e carregaremos nele a experiência vivida por onde passamos.
Durante esse processo as coisas mudam de valor e as pessoas, é claro, mudam. Dessa forma Sartre tem razão em atribuir a existência a formação do nosso ser. Estamos sempre nos contruindo a partir das nossas experiências. Conversando com uma amiga pude percerber isso na história de reconciliação que me contou que teve com um primo com quem não falava a anos. Ao mesmo tempo algo da nossa essência parece permanecer (ele é o mesmo doido só cortou o cabelo!) a maturidade ganha com o tempo cria as condições para atitudes que outrora não adimitíamos (ele me pediu perdão e vi o quanto o amava!).
Quem não reconhece ou vive essa mudança estaciona no tempo, não evolui. Aí fica-se chato, uma eterna reprise e perde-se todos os atrativos que advém da novidade. Aí a paixão morre e não se renova nunca!
Quem pensa que somos os mesmos deveria pensar nas coisas que antes lhe eram caras e hoje você não dá importância alguma e vice-versa.
Fico triste quando alguém me julga por algo que fiz a muito tempo. Aquele que fez já não existe mais, como a água que tocamos no rio em um determinado instante, noutro seria outra. Como disse o saudoso Raul Seixas, somos uma metamoforse ambulante. Provo o que digo quando não faço o que fiz estando na mesma situação. Ora se não faço mais o que antes fazia, é sinal que mudei mas como saber senão me conhecendo hoje? Portanto, um aviso aos julgadores de plantão: a vida muda a gente e de repente não somos quem eles pensam. Só eles não mudam, pois para que isso aconteça é preciso viver e conhecer o novo ... e eles vivem no e do passado!
Tuesday, June 30, 2009
A tragédia de Michael Jackson
A hipocrisia do mundo por vezes me surpreende. Nos últimos dias ao assistir os noticiários na tv senti-me como se vendo uma reprise. Os jornalistas parecem que adoram quando podem se concentrar num único assunto. É como se os demais deixassem de acontecer.
Vou explicar minha revolta. Cresci ouvindo Michael Jackson e acompanhei o sucesso estrondoso do "rei do pop", como ficou conhecido. A medida que foi mudando fruto de inúmeras cirugias plásticas, ficava claro que sofria de algum problema psicológico que o impedia de aceitar-se como era. Suas excentrencidades mostravam alguém que se recusava a crescer, como o Peter Pan da terra do nunca, nome que deu a mansão onde morou e morreu na California.
Seu envolvimento com crianças, casamentos forjados, filhos de origem duvidosa montam um perfil psicológico mais que óbvio de alguém tremendandamente perturbado e infeliz que não conseguiu se recuperar da perda da infância, marcada pela violência do mesmo pai que aparece hoje dando entrevistas na tv, infância que parece ter querido prolongar por toda vida ou vivê-la indefinidamente. Daí por que duvido que sua atração por crianças tivesse inclinações pedófilas porque Michael era acima de tudo infantil na sua doença.
Agora se isso é tão claro pra mim ou pra qualquer um que analise de fora sua vida, por que sua família, que o catapultou para o sucesso e loucura, não fez nada a esse respeito? Agora aproveitam para dizer o quanto o amavam e deixaram ele se destruir sem fazer nada? Que amor é esse? Se alguém amou o Michael algum dia não teve acesso a ele pois não acredito que o amor sincero de alguém não o fizesse repensar a vida e buscar ajuda psicológica e espiritual para sair da roda viva que o levou a morte.
Michael ao meu ver morreu por falta de amor, apesar de todas as declarações de fãs e familiares que assistimos nos últimos dias!
Para mim ele é um exemplo de como a hipocrisia da nossa sociedade, dos seus valores terrenos, pode destruir uma vida. Sim porque os que se alimentavam da doença de Michael não tinham qualquer interesse na sua cura, inclusive seus familiares.
A única lição que tiro disso tudo é que existe tempo pra tudo. A infância deve ser vivida intensamente como as demais fases da vida. Não querer crescer faz mal a saúde e pode matar!
Vou explicar minha revolta. Cresci ouvindo Michael Jackson e acompanhei o sucesso estrondoso do "rei do pop", como ficou conhecido. A medida que foi mudando fruto de inúmeras cirugias plásticas, ficava claro que sofria de algum problema psicológico que o impedia de aceitar-se como era. Suas excentrencidades mostravam alguém que se recusava a crescer, como o Peter Pan da terra do nunca, nome que deu a mansão onde morou e morreu na California.
Seu envolvimento com crianças, casamentos forjados, filhos de origem duvidosa montam um perfil psicológico mais que óbvio de alguém tremendandamente perturbado e infeliz que não conseguiu se recuperar da perda da infância, marcada pela violência do mesmo pai que aparece hoje dando entrevistas na tv, infância que parece ter querido prolongar por toda vida ou vivê-la indefinidamente. Daí por que duvido que sua atração por crianças tivesse inclinações pedófilas porque Michael era acima de tudo infantil na sua doença.
Agora se isso é tão claro pra mim ou pra qualquer um que analise de fora sua vida, por que sua família, que o catapultou para o sucesso e loucura, não fez nada a esse respeito? Agora aproveitam para dizer o quanto o amavam e deixaram ele se destruir sem fazer nada? Que amor é esse? Se alguém amou o Michael algum dia não teve acesso a ele pois não acredito que o amor sincero de alguém não o fizesse repensar a vida e buscar ajuda psicológica e espiritual para sair da roda viva que o levou a morte.
Michael ao meu ver morreu por falta de amor, apesar de todas as declarações de fãs e familiares que assistimos nos últimos dias!
Para mim ele é um exemplo de como a hipocrisia da nossa sociedade, dos seus valores terrenos, pode destruir uma vida. Sim porque os que se alimentavam da doença de Michael não tinham qualquer interesse na sua cura, inclusive seus familiares.
A única lição que tiro disso tudo é que existe tempo pra tudo. A infância deve ser vivida intensamente como as demais fases da vida. Não querer crescer faz mal a saúde e pode matar!
Thursday, June 25, 2009
Lições da vida
Acredito que a vida é feita de encontros e desencontros, privações e oportunidades.
Com relação aos encontros não me lembro de ter buscado qualquer um deles, seja por interesse ou necessidade. Na verdade eles simplesmente aconteceram!
Meus desencontros porém tiveram o meu dedo, quiçá minha mão inteira de responsabilidade.
Por isso desisti de forçar re-encontros. Comigo isso não dá certo!
Não adianta tentar.
Com isso aprendi a viver com privações a espera das oportunidades certas.
Ah ... nisso sou bom, ou pelo menos era. Sempre aproveitei as oportunidades que tive ...
e vou continuar aproveitando.
Com relação aos encontros não me lembro de ter buscado qualquer um deles, seja por interesse ou necessidade. Na verdade eles simplesmente aconteceram!
Meus desencontros porém tiveram o meu dedo, quiçá minha mão inteira de responsabilidade.
Por isso desisti de forçar re-encontros. Comigo isso não dá certo!
Não adianta tentar.
Com isso aprendi a viver com privações a espera das oportunidades certas.
Ah ... nisso sou bom, ou pelo menos era. Sempre aproveitei as oportunidades que tive ...
e vou continuar aproveitando.
Sunday, June 14, 2009
A mulher invisível
Assisti ontem ao filme novo do Selton Melo, a Mulher Invisível, com Luana Piovani (linda de morrer!) e grande elenco. Sai do cinema com a sensação de ter saído de uma sessão de análise sem saber. Como um filme aparentemente tão despretensioso e leve pode ser ao mesmo tempo tão profundo? Coisas do novo cinema nacional que não me canso de prestigiar.
Criamos nossos amores nas nossas mentes quando nos apaixonamos. Ela é a mulher ideal, ele, o homem perfeito. São as nossas projeções. Isso é normal. O problema ocorre é quando essas projeções perduram e tomam o lugar da realidade. Aí deixamos de amar alguém porque ela não era o que queriamos que fosse ou amamos como se ela fosse outra pessoa. Em ambos os casos a realidade nos ensina que as mulheres e homens que criamos um dia tornam-se visíveis ou desaparecem como ocorre no filme.
Felizes os que aprendem a amar e se relacionar com pessoas reais, mesmo com suas limitações, falhas e defeitos. Eu por exemplo, também tive a minha mulher invisível que me cegou a visão de tão perfeita que era. Meus olhos não a vêem mais! Sinal que amadureci ... que bom!
Criamos nossos amores nas nossas mentes quando nos apaixonamos. Ela é a mulher ideal, ele, o homem perfeito. São as nossas projeções. Isso é normal. O problema ocorre é quando essas projeções perduram e tomam o lugar da realidade. Aí deixamos de amar alguém porque ela não era o que queriamos que fosse ou amamos como se ela fosse outra pessoa. Em ambos os casos a realidade nos ensina que as mulheres e homens que criamos um dia tornam-se visíveis ou desaparecem como ocorre no filme.
Felizes os que aprendem a amar e se relacionar com pessoas reais, mesmo com suas limitações, falhas e defeitos. Eu por exemplo, também tive a minha mulher invisível que me cegou a visão de tão perfeita que era. Meus olhos não a vêem mais! Sinal que amadureci ... que bom!
Wednesday, May 06, 2009
Monday, March 02, 2009
Amor morre?
Por muito e muito tempo tenho me convencido que não. Com certeza é o que queremos que aconteça. O problema é exatamente esse; o amor nasce de uma decisão consciente de se manter acesa custe o que custar a chama da paixão (falo de casais), de se ajudar um ao outro, de estar perto, do lado, em qualquer circunstância. Ele não vem da paixão como se dela se alimentasse mas, pelo contrário, a alimenta quando as ilusões se acabam! Assim, sendo em si uma decisão, pode também morrer pelo mesmo processo em que nasce.
Mas quem em sã consciencia iria querer matar esse amor? Quem não o experimentou senão inebriado pela paixão. É como o casal daquele filme que depois de um porre se descobrem casados sem lembrar do que fizeram só que o porre a que me refiro é outro. Para esses amar não vale a pena se o outro não estiver em condições de lhe dar o que dele se esperaria, numa relação de "amor". Mas é exatamente nessa hora que o amor é provado. Quando se ama quem não nos ama, ou não sabe como nos amar. É que nem Cristo disse, amar os amigos é fácil, mas os inimigos ... e quem não nos ama então! É justamente quando não merecemos que mais precisamos de amor.
Mas tudo tem um limite, e o tamanho do amor de cada um dirá qual é o seu.
O amor vencedor do texto abaixo, cujo autor não sei quem é, existe. Só é difícil de se encontrar!
Quem encontra-lo por favor me diga pois ando a procura do mesmo fora de mim!
A MORTE DO AMOR
Todos os dias morre um amor.
Quase nunca percebemos,
mas todos os dias morre um amor...
Às vezes de forma lenta e gradativa,
quase indolor,após anos e anos de rotina.
Às vezes melodramaticamente,
como nas piores novelas mexicanas,
com direito a bate-bocas vexaminosos,
capazes de acordar o mais
surdo dos vizinhos.
Pode morrer em uma cama de motel
ou simplesmente
em frente à televisão de domingo.
Morre sem um beijo antes de dormir,
sem mãos dadas,
sem olhares compreensivos,
com um gosto salgado de lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas
cada vez mais espaçados,
diálogos cada vez mais resumidos,
de beijos cada vez mais gelados...
Morre da mais completa e letal inanição !!!
Todos os dias morre um amor,
embora nós, românticos mais
na teoria do que na prática,
relutemos em admitir.
Pode morrer como uma explosão,
seguida de um suspiro profundo
(porque nada é mais dolorido
que a constatação de um fracasso),
de saber que, mais uma vez, um amor morreu.
Porque, por mais que não queiramos aprender,
a vida sempre nos ensina alguma coisa.
Esta é a lição: qualquer amor pode morrer !
E todos os dias, em algum lugar do mundo,
existe um amor sendo assassinado.
Como pista do terrível crime,
surge uma sacola de presentes devolvidos,
uma lista de palavrões sem censura,
ou o barulho insuportável do relógio
depois da discussão...
Afinal, todo crime deixa as suas evidências !
Todos nós podemos ser um assassino.
E podemos agir como age um assassino:
podemos nos esconder debaixo das cobertas,
podemos nos refugiar em salas de cinema vazias,
ou preferir trabalhar que nem um louco,
ou viajar para "espairecer",
ou confessar a culpa em altos brados,
fazendo do garçom o confidente...
Mas há também aqueles que negam,
veementemente, a sua participação no crime, e
buscam por novas vítimas em salas de bate-papo
ou em pistas de danceteria,
sem dor ou remorso.
Os mais periculosos aproveitam
sua experiência de criminosos
para escrever livros de auto-ajuda,
com a ironia de quem tem muito a ensinar
para os corações ainda puros.
Existem também os amores que clamam
por um tiro de misericórdia :
ainda estão juntos mas
se comportam como um cavalo ferido,
esperando ser sacrificado.
Existem também os amores-fantasma,
aqueles que se recusam a admitir que já morreram.
São capazes de perdurar anos,
como mortos-vivos sobre a Terra,
teimando em resistir apesar das camas separadas,
dos beijos frios e burocráticos,
do sexo sem tesão (se houver).
Esses não querem ser sacrificados,
mas irão definhar aos poucos,
até se tornarem laranjas chupadas.
Existem ainda os amores-vegetais,
aqueles que vivem em permanente estado de letargia,
que se refugiam em fantasias platônicas,
recordando até o fim de seus dias
o sorriso da ruivinha da 4a.série...
Ou se faz presente na fã que até hoje suspira
e delira em frente a um pôster do Elvis Presley.
Mas eu,
quase já desistindo da minha busca,
pude ainda encontrar uma outra classificação:
os amores-vencedores.
Aqueles que, apesar da
luta diária pela sobrevivência,
das infinitas contas a pagar,
da paixão que decresce com o decorrer dos anos,
da mesa-redonda no final de domingo,
das calcinhas penduradas no chuveiro
e das brigas que não levam a nada,
ressuscitam das cinzas e se revelam fortes,
pacientes e esperançosos.
Mas esses são raríssimos,
há quem duvide de sua existência.
São de uma beleza tão pura e rara que parecem lendas.
Um dia vou colocar um anúncio,
bem espalhafatoso, no jornal :
PROCURA-SE UM AMOR VENCEDOR
- oferece-se generosa recompensa...
Mas, no fundo, sei que ele
não surgiria como por acaso...
O que esses poucos vencedores falam
é que esse amor foi suado,
trabalhado, bem administrado nas
centenas de situações do cotidiano.
Não é um presente de loteria,
de sorte, nem de magia...
É simplesmente o resultado concreto
daquilo que foi um relacionamento
maduro e crescente entre duas pessoas ...
Mas quem em sã consciencia iria querer matar esse amor? Quem não o experimentou senão inebriado pela paixão. É como o casal daquele filme que depois de um porre se descobrem casados sem lembrar do que fizeram só que o porre a que me refiro é outro. Para esses amar não vale a pena se o outro não estiver em condições de lhe dar o que dele se esperaria, numa relação de "amor". Mas é exatamente nessa hora que o amor é provado. Quando se ama quem não nos ama, ou não sabe como nos amar. É que nem Cristo disse, amar os amigos é fácil, mas os inimigos ... e quem não nos ama então! É justamente quando não merecemos que mais precisamos de amor.
Mas tudo tem um limite, e o tamanho do amor de cada um dirá qual é o seu.
O amor vencedor do texto abaixo, cujo autor não sei quem é, existe. Só é difícil de se encontrar!
Quem encontra-lo por favor me diga pois ando a procura do mesmo fora de mim!
A MORTE DO AMOR
Todos os dias morre um amor.
Quase nunca percebemos,
mas todos os dias morre um amor...
Às vezes de forma lenta e gradativa,
quase indolor,após anos e anos de rotina.
Às vezes melodramaticamente,
como nas piores novelas mexicanas,
com direito a bate-bocas vexaminosos,
capazes de acordar o mais
surdo dos vizinhos.
Pode morrer em uma cama de motel
ou simplesmente
em frente à televisão de domingo.
Morre sem um beijo antes de dormir,
sem mãos dadas,
sem olhares compreensivos,
com um gosto salgado de lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas
cada vez mais espaçados,
diálogos cada vez mais resumidos,
de beijos cada vez mais gelados...
Morre da mais completa e letal inanição !!!
Todos os dias morre um amor,
embora nós, românticos mais
na teoria do que na prática,
relutemos em admitir.
Pode morrer como uma explosão,
seguida de um suspiro profundo
(porque nada é mais dolorido
que a constatação de um fracasso),
de saber que, mais uma vez, um amor morreu.
Porque, por mais que não queiramos aprender,
a vida sempre nos ensina alguma coisa.
Esta é a lição: qualquer amor pode morrer !
E todos os dias, em algum lugar do mundo,
existe um amor sendo assassinado.
Como pista do terrível crime,
surge uma sacola de presentes devolvidos,
uma lista de palavrões sem censura,
ou o barulho insuportável do relógio
depois da discussão...
Afinal, todo crime deixa as suas evidências !
Todos nós podemos ser um assassino.
E podemos agir como age um assassino:
podemos nos esconder debaixo das cobertas,
podemos nos refugiar em salas de cinema vazias,
ou preferir trabalhar que nem um louco,
ou viajar para "espairecer",
ou confessar a culpa em altos brados,
fazendo do garçom o confidente...
Mas há também aqueles que negam,
veementemente, a sua participação no crime, e
buscam por novas vítimas em salas de bate-papo
ou em pistas de danceteria,
sem dor ou remorso.
Os mais periculosos aproveitam
sua experiência de criminosos
para escrever livros de auto-ajuda,
com a ironia de quem tem muito a ensinar
para os corações ainda puros.
Existem também os amores que clamam
por um tiro de misericórdia :
ainda estão juntos mas
se comportam como um cavalo ferido,
esperando ser sacrificado.
Existem também os amores-fantasma,
aqueles que se recusam a admitir que já morreram.
São capazes de perdurar anos,
como mortos-vivos sobre a Terra,
teimando em resistir apesar das camas separadas,
dos beijos frios e burocráticos,
do sexo sem tesão (se houver).
Esses não querem ser sacrificados,
mas irão definhar aos poucos,
até se tornarem laranjas chupadas.
Existem ainda os amores-vegetais,
aqueles que vivem em permanente estado de letargia,
que se refugiam em fantasias platônicas,
recordando até o fim de seus dias
o sorriso da ruivinha da 4a.série...
Ou se faz presente na fã que até hoje suspira
e delira em frente a um pôster do Elvis Presley.
Mas eu,
quase já desistindo da minha busca,
pude ainda encontrar uma outra classificação:
os amores-vencedores.
Aqueles que, apesar da
luta diária pela sobrevivência,
das infinitas contas a pagar,
da paixão que decresce com o decorrer dos anos,
da mesa-redonda no final de domingo,
das calcinhas penduradas no chuveiro
e das brigas que não levam a nada,
ressuscitam das cinzas e se revelam fortes,
pacientes e esperançosos.
Mas esses são raríssimos,
há quem duvide de sua existência.
São de uma beleza tão pura e rara que parecem lendas.
Um dia vou colocar um anúncio,
bem espalhafatoso, no jornal :
PROCURA-SE UM AMOR VENCEDOR
- oferece-se generosa recompensa...
Mas, no fundo, sei que ele
não surgiria como por acaso...
O que esses poucos vencedores falam
é que esse amor foi suado,
trabalhado, bem administrado nas
centenas de situações do cotidiano.
Não é um presente de loteria,
de sorte, nem de magia...
É simplesmente o resultado concreto
daquilo que foi um relacionamento
maduro e crescente entre duas pessoas ...
Monday, February 09, 2009
Quebrando paradigmas
É certo que a humanidade avança quando paradigmas são quebrados. Quando alguém ousa pensar diferente e achar o impossível possível é que algo novo acontece. As vezes os nossos conceitos petrificados ao longo dos anos precisam de serem vez por outra choqualhados e testados para vermos a solidez dos mesmos. Hoje me deparei com uma afirmação dessas de mexer com os meus eixos. Um psicólogo num livro afirmando ser a paixão e não o amor a base de um casamento feliz. O amor seria a base da família e que, por isso, ela permanece mesmo com o fim do casamento. Ou seja, os papéis, amor e identidades de pais e filhos não se acabam com a separação. Eles só acabam quando o amor entre eles for afetado por problemas outros que a separação em si, que no final é mais um sintoma ou resultado de algo anterior que a causa de qualquer coisa.
O pior, é que isso bate com a minha experiência pessoal e com o que vejo nos meus amigos descasados. Fomos ensinados, principalmente na igreja, que o casamento tem como fim a constituição de uma família. No entanto, isso é apenas um dos objetivos que pode se realizar ou não. Se forem estéreis ou optarem por não terem filhos serão apenas um casal, e para que sejam um casal terão que querer um ao outro, a companhia, o cheiro, o corpo e tudo o mais. Os filhos podem ir embora ou morrerem num acidente e aí, se não se desenvolveu essa renovação contínua da paixão descobrem-se estranhos depois de um tempo. Sem as obrigações familiares restam curtirem um ao outro. E se não se curtirem? Em outras palavras, casamento feliz é aquele em que se cultiva o desejo e a paixão em paralelo ao amor e todos os projetos familiares envolvendo sustento, carro, moradia, filhos etc.
Alguém pode dizer; isso é tão evidente que nem precisaria ser dito com tanta surpresa. É que nós que, como eu, crescemos em um ambiente extremamente religioso tendemos a ter problemas com a paixão. Acha-la de menor valor, carnal, sem a dar a mesma a devida importância. Achamos que o amor é tudo na vida. E vivemos assim ... sem paixão por nada (nem pelo evangelho que tanto ouvimos) quando vemos temos perdido o que não perderíamos se tivéssemos vivido com paixão ... a pessoa a quem amamos, o trabalho que queríamos e, por fim, a nossa própria vida!
O pior, é que isso bate com a minha experiência pessoal e com o que vejo nos meus amigos descasados. Fomos ensinados, principalmente na igreja, que o casamento tem como fim a constituição de uma família. No entanto, isso é apenas um dos objetivos que pode se realizar ou não. Se forem estéreis ou optarem por não terem filhos serão apenas um casal, e para que sejam um casal terão que querer um ao outro, a companhia, o cheiro, o corpo e tudo o mais. Os filhos podem ir embora ou morrerem num acidente e aí, se não se desenvolveu essa renovação contínua da paixão descobrem-se estranhos depois de um tempo. Sem as obrigações familiares restam curtirem um ao outro. E se não se curtirem? Em outras palavras, casamento feliz é aquele em que se cultiva o desejo e a paixão em paralelo ao amor e todos os projetos familiares envolvendo sustento, carro, moradia, filhos etc.
Alguém pode dizer; isso é tão evidente que nem precisaria ser dito com tanta surpresa. É que nós que, como eu, crescemos em um ambiente extremamente religioso tendemos a ter problemas com a paixão. Acha-la de menor valor, carnal, sem a dar a mesma a devida importância. Achamos que o amor é tudo na vida. E vivemos assim ... sem paixão por nada (nem pelo evangelho que tanto ouvimos) quando vemos temos perdido o que não perderíamos se tivéssemos vivido com paixão ... a pessoa a quem amamos, o trabalho que queríamos e, por fim, a nossa própria vida!
Wednesday, February 04, 2009
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