É luz
Dissipa a escuridão
É paz
Acalma o coração
Consciência mãe da decisão
Mistério sem explicação
De onde vem, quando, por que dessa iluminação?
Não sei, talvez nunca saberei ao certo
Por que só hoje parece claro o antes incorberto?
É o tempo e o espaço
O infinito da incompreensão
Pura conspiração do divino
Pra nossa transformação
Dando graça e sentido
a uma
vida sem razão
Resolvi ter um blog para falar da vida como eu a vejo, em prosa e verso, sempre ...
Tuesday, March 29, 2011
Saturday, March 19, 2011
Um inquilino indesejável
Essa semana terminava uma partitura varando a madrugada quando resolvi beber algo. Liguei a luz da cozinha e ouvi um barulho estranho. Desconfiado cheguei mais perto na certeza que não estava sozinho ali. Ao afastar um amontoado de sacolas plásticas, dessas de supermecado, nosso amigo surgiu voando num salto mortal para trás da geladeira. Foi rápido, mas a sensação de ter um rato na cozinha as três da manhã não é nada agradável.
O que fazer então? Pegar um cabo de vassoura e tentar matar o bicho. Eu me conheço. Primeiro não acertaria o infeliz, depois ainda correria o risco dele fugir pro meu quarto! Ainda tinha dúvidas se uma paulada só resolveria, pois achei o cidadão bem grandinho. Com sono, e sem coragem para essa odisseia deixei o moço pensar que o espreitava deixando a luz ligada, fechei a porta do quarto e fui dormir.
Pela manhão tomei as providências que me cabiam. Comprei veneno, armei as arapucas pro bichinho e esperei sinceramente que ele tivesse voltado pro lugar de onde veio para não ter o desprazer de encontra-lo frente a frente.
Esse tipo de problema acaba sendo fácil de resolver. Expulsamos o inquilino ou o matamos. Difícil é quando o mesmo se encontra dentro da gente como um pensamento ruim ou ansiedade que roi a alma, por exemplo. Aí não tem jeito, ou aprendemos a ignorá-los ou entrega-los a Deus, ou teremos que conviver com os mesmos no nosso dia a dia, sem planos de fuga ou raticida para esses ratos da nossa mente.
O que fazer então? Pegar um cabo de vassoura e tentar matar o bicho. Eu me conheço. Primeiro não acertaria o infeliz, depois ainda correria o risco dele fugir pro meu quarto! Ainda tinha dúvidas se uma paulada só resolveria, pois achei o cidadão bem grandinho. Com sono, e sem coragem para essa odisseia deixei o moço pensar que o espreitava deixando a luz ligada, fechei a porta do quarto e fui dormir.
Pela manhão tomei as providências que me cabiam. Comprei veneno, armei as arapucas pro bichinho e esperei sinceramente que ele tivesse voltado pro lugar de onde veio para não ter o desprazer de encontra-lo frente a frente.
Esse tipo de problema acaba sendo fácil de resolver. Expulsamos o inquilino ou o matamos. Difícil é quando o mesmo se encontra dentro da gente como um pensamento ruim ou ansiedade que roi a alma, por exemplo. Aí não tem jeito, ou aprendemos a ignorá-los ou entrega-los a Deus, ou teremos que conviver com os mesmos no nosso dia a dia, sem planos de fuga ou raticida para esses ratos da nossa mente.
Monday, March 07, 2011
Conversa de bêbados!
O que uma reunião de homens para se embebedarem e discursarem sobre o desejo erótico ou o próprio Eros como um deus, sendo eles reconhecidamente pederastas em sua maioria, teria a nos dizer sobre o tema e sobre as relações amorosas que unem casais de qualquer natureza? Essa é a pergunta que se faz quando lemos "o banquete" de Platão, clássico da literatura universal e filosófica que resolvi ler nesse carnaval. Por que? Pura coincidência, procurava alguma coisa para anotar um endereço no aeroporto e achei que comprar o livro me traria um custo benefício estremamente atrativo. Acertei!
Muito embora, num primeiro momento, fiquei chocado com a naturalidade com que o homossexualismo é tratado no livro, pois não me lembrava como isto era comum na sociedade grega sendo o mesmo até estimulado na época, ao refletir no tema proposto vi que o erotismo presente nas nossas vidas quase nunca é pensado e entendido filosóficamente, e isso por incrível que pareça, faz diferença!
Segundo Platão, Eros tem como objetivo a busca do belo como desejo, entenda-se esse belo não como um padrão estético socialmente convencionado mas como aquilo que encanta e apaixona no outro e que queremos ter para nós, pois nos falta. Sua paixão escancarada por Sócrates baseava-se, por exemplo, não nos atributos físicos do mesmo, posto que era feio, mas na sua inteligência que o tornava o centro das suas atenções. Também, num dos discursos proferidos no livro, a relação entre o erasta (agente do desejo erótico - amante) e erômeno (alvo do desejo - amado) decorre da busca da metade perdida, como se fossemos incompletos pois na origem fomos separados pelos deuses. Essas e outras ideias desprovidas da mitologia grega, e sem a influência da cultura da época, foram sendo passadas pelas gerações e hoje de forma inconsciente ou não fundamentam as nossas relações com o erotismo.
Em particular, achei interessantíssimo a ampliação do significado do erótico como força propulsora do nosso querer. No entanto, o reconhecimento dos filósofos personagens do livro, entre eles o mais famoso Sócrates, de que embora manisfestado no corpo o alvo do erasta pode e, em tese, deveria ser outro, ou seja, a paixão não deveria brotar do encantamento do belo vindo da beleza física, associada a juventude (daí a pederastia), mas que para durar deveria repousar no campo da psiquê ou da alma humana é, pra mim, a grande contribuição do livro.
A leitura desprovida de crítica faz-nos encarar os diálogos como um grande conversa de bebados. Porém, a forma retórica com que proferem os discursos, independentemente dos argumentos, parece exaltar a arte da persuasão que tanto se esmeram os advogados no seu dia a dia, no entanto existe um interesse claro pela busca da verdade e da essência das coisas, e não do simples convencimento como faziam os sofistas, estes sim, bem mais parecidos com os profissionais citados anteriormente, pelo menos na sua maioria.
Entendo que devemos saber o que nos erotiza, o que nos atrai e encanta. Dessa forma entenderemos porque algumas pessoas nos acendem o desejo e outras não. Também que esse desejo pode ser uma expressão de uma lacuna interior, para além da necessidade comum de nos relacionarmos com alguém, ou daquilo que internalizamos como alvo da nossa admiração. Entender que esse processo é comum a todos nós também nos ajuda a conviver com nossas pulsões. vive-las ou controla-las dependendo do momento e do alvo das mesmas. Se vamos preencher esse encantamento de significado e romantismo é uma decisão que nos cabe tomar. Fomos feitos assim e uma das razões de nos casarmos é exatamente essa, de satisfazer esse erotismo inerente a cada um de nós.
Pensando bem, leitura mais apropiada do que esta para o período de Carnaval, acho que não encontraria.
De tranquilidade de Brasilia, onde carnaval é algo que não vi.
Muito embora, num primeiro momento, fiquei chocado com a naturalidade com que o homossexualismo é tratado no livro, pois não me lembrava como isto era comum na sociedade grega sendo o mesmo até estimulado na época, ao refletir no tema proposto vi que o erotismo presente nas nossas vidas quase nunca é pensado e entendido filosóficamente, e isso por incrível que pareça, faz diferença!
Segundo Platão, Eros tem como objetivo a busca do belo como desejo, entenda-se esse belo não como um padrão estético socialmente convencionado mas como aquilo que encanta e apaixona no outro e que queremos ter para nós, pois nos falta. Sua paixão escancarada por Sócrates baseava-se, por exemplo, não nos atributos físicos do mesmo, posto que era feio, mas na sua inteligência que o tornava o centro das suas atenções. Também, num dos discursos proferidos no livro, a relação entre o erasta (agente do desejo erótico - amante) e erômeno (alvo do desejo - amado) decorre da busca da metade perdida, como se fossemos incompletos pois na origem fomos separados pelos deuses. Essas e outras ideias desprovidas da mitologia grega, e sem a influência da cultura da época, foram sendo passadas pelas gerações e hoje de forma inconsciente ou não fundamentam as nossas relações com o erotismo.
Em particular, achei interessantíssimo a ampliação do significado do erótico como força propulsora do nosso querer. No entanto, o reconhecimento dos filósofos personagens do livro, entre eles o mais famoso Sócrates, de que embora manisfestado no corpo o alvo do erasta pode e, em tese, deveria ser outro, ou seja, a paixão não deveria brotar do encantamento do belo vindo da beleza física, associada a juventude (daí a pederastia), mas que para durar deveria repousar no campo da psiquê ou da alma humana é, pra mim, a grande contribuição do livro.
A leitura desprovida de crítica faz-nos encarar os diálogos como um grande conversa de bebados. Porém, a forma retórica com que proferem os discursos, independentemente dos argumentos, parece exaltar a arte da persuasão que tanto se esmeram os advogados no seu dia a dia, no entanto existe um interesse claro pela busca da verdade e da essência das coisas, e não do simples convencimento como faziam os sofistas, estes sim, bem mais parecidos com os profissionais citados anteriormente, pelo menos na sua maioria.
Entendo que devemos saber o que nos erotiza, o que nos atrai e encanta. Dessa forma entenderemos porque algumas pessoas nos acendem o desejo e outras não. Também que esse desejo pode ser uma expressão de uma lacuna interior, para além da necessidade comum de nos relacionarmos com alguém, ou daquilo que internalizamos como alvo da nossa admiração. Entender que esse processo é comum a todos nós também nos ajuda a conviver com nossas pulsões. vive-las ou controla-las dependendo do momento e do alvo das mesmas. Se vamos preencher esse encantamento de significado e romantismo é uma decisão que nos cabe tomar. Fomos feitos assim e uma das razões de nos casarmos é exatamente essa, de satisfazer esse erotismo inerente a cada um de nós.
Pensando bem, leitura mais apropiada do que esta para o período de Carnaval, acho que não encontraria.
De tranquilidade de Brasilia, onde carnaval é algo que não vi.
Saturday, February 26, 2011
Uma resposta pra vida
Como seria bom se tivéssemos resposta pra tudo. Que mudássemos a nossa vida sem dor ou sofrimento.
Que o nosso comportamento fosse sempre o melhor. Nossa vida, um conto de fadas, sempre com um final feliz. Não, não estou deprimido, apenas constato os nossos maus hábitos são mais fáceis de se obter que de se livrar. Que a nossa vontade nem sempre é suficientemente forte, que nem sempre entendemos o nosso modo de agir. Isso é antigo, na bíblia Paulo já falava isso.
A verdade é que sempre queremos respostas para os nossos problemas e dilemas só que elas nem sempre são tão simples como os programas de tv e os livros de auto-ajuda parecem sugerir. Não me digam que me falta encontrar Jesus pois minha relação com ele, apesar de conturbada, já tem muito tempo. O fato é que não só Paulo, o apóstolo, teve o privilégio de ter um espinho na carne, só que ouvir de Deus "a minha graça te basta" não é fácil, pra não dizer algo mais apropriado.
O que aconteceu é que encontrei pessoas como eu, com os mesmos problemas, para as quais a unica resposta que encontro é composta de uma única palavra: esperança!
Que o nosso comportamento fosse sempre o melhor. Nossa vida, um conto de fadas, sempre com um final feliz. Não, não estou deprimido, apenas constato os nossos maus hábitos são mais fáceis de se obter que de se livrar. Que a nossa vontade nem sempre é suficientemente forte, que nem sempre entendemos o nosso modo de agir. Isso é antigo, na bíblia Paulo já falava isso.
A verdade é que sempre queremos respostas para os nossos problemas e dilemas só que elas nem sempre são tão simples como os programas de tv e os livros de auto-ajuda parecem sugerir. Não me digam que me falta encontrar Jesus pois minha relação com ele, apesar de conturbada, já tem muito tempo. O fato é que não só Paulo, o apóstolo, teve o privilégio de ter um espinho na carne, só que ouvir de Deus "a minha graça te basta" não é fácil, pra não dizer algo mais apropriado.
O que aconteceu é que encontrei pessoas como eu, com os mesmos problemas, para as quais a unica resposta que encontro é composta de uma única palavra: esperança!
Thursday, February 10, 2011
Epifania
Essa eu devo ao Bom dia Brasil da globo e ao meu querido chefe, com quem divido o apartamento aqui no Rio. Duas matérias chamaram-nos a atenção e ficamos comentando as mesmas. De repente descobrimos que dois assuntos aparentemente descorrelacionados tinham tudo a ver.
A primeira matéria versava sobre o entupimento dos anéis viários das grandes cidades, em particular citava Belo Horizonte como exemplo. Sergio comentou que o problema estava no crescimento exagerado dos grandes centros que centralizam o PIB nacional. Ele ele está mais que certo. Em 2003, segundo o IBGE, apenas dez cidades eram responsáveis por mais de 25% do PIB nacional, todas capitais.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=481&id_pagina=1
A situação de lá pra cá não mudou muito apesar do desenvolvimento que se vê em regiões como o nordeste do país, esse desenvolvimento pouco se expande para o interior. Falta aí planejamento. Demos aula ao mundo com Lucio Costa e Niemayer, mas parece que nós mesmos não replicamos o conhecimento internamente. Insistimos em favelar as cidades não desenvolvendo as periféricas, dando-lhes infra-estrutura de transporte, educação e saude e distribuindo o parque industrial nas mesmas, garantindo o trabalho segundo a vocação de cada uma. Dessa forma teríamos sempre cidades com cerca de 500 mil habitantes no máximo com vida própria e o desenvolvimento distribuido nos estados entre os municípios. Da forma que fazemos centralizando tudo em poucos centros criamos o caos urbano, a violência, a calamidade nas chuvas e intepéries e o entupimento de suas artérias que são as vias de acesso ás mesmas.
A outra reportagem versava sobre os médicos de família. Essa figura comum tempos atrás, antes que os planos de saúdem loteassem a privilegiada classe média que tenta não depender do Sus. A reportagem mostrava os benefícios dos médicos de familia, inclusive ao bolso dos que o utilizam. Tirando as questões microeconômicas envolvidas que desistimulam essa prática tão benéfica, novamente Sergio fez a correlação imediata com a reportagem anterior. É o mesmo problema. De novo acertou na mosca!
Existe um programa no SUS chamado PSF - Programa Saúde da Família, implantado ainda na gestão do ex ministro Ciro Gomes cujo o objetivo é justamente incentivar a existência do médico de família nas cidades loteando-as para médicos credenciados.
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=149
Isso acabou não vingando como deveria. Por que? O salário é bem razoável, partindo do princípio que este programa voltou-se para o interior dos estados. Exatamente por isso é difícil arranjar bons profissionais que queiram morar no interior. Os nossos médicos, como toda classe média, se encantam com os fascínios dos grandes centros e logo desistem quando não dão um jeito de atuarem como deputados, trabalhando apenas alguns dias da semana sem residir na localidade.
Acho que enquanto não nos voltarmos para longe dos grandes centros rumo ao interior do pais desenvolvendo-o teremos sempre de conviver com todos esses problemas que listei acima e outros mais decorrentes do inchaço das grandes cidades.
A primeira matéria versava sobre o entupimento dos anéis viários das grandes cidades, em particular citava Belo Horizonte como exemplo. Sergio comentou que o problema estava no crescimento exagerado dos grandes centros que centralizam o PIB nacional. Ele ele está mais que certo. Em 2003, segundo o IBGE, apenas dez cidades eram responsáveis por mais de 25% do PIB nacional, todas capitais.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=481&id_pagina=1
A situação de lá pra cá não mudou muito apesar do desenvolvimento que se vê em regiões como o nordeste do país, esse desenvolvimento pouco se expande para o interior. Falta aí planejamento. Demos aula ao mundo com Lucio Costa e Niemayer, mas parece que nós mesmos não replicamos o conhecimento internamente. Insistimos em favelar as cidades não desenvolvendo as periféricas, dando-lhes infra-estrutura de transporte, educação e saude e distribuindo o parque industrial nas mesmas, garantindo o trabalho segundo a vocação de cada uma. Dessa forma teríamos sempre cidades com cerca de 500 mil habitantes no máximo com vida própria e o desenvolvimento distribuido nos estados entre os municípios. Da forma que fazemos centralizando tudo em poucos centros criamos o caos urbano, a violência, a calamidade nas chuvas e intepéries e o entupimento de suas artérias que são as vias de acesso ás mesmas.
A outra reportagem versava sobre os médicos de família. Essa figura comum tempos atrás, antes que os planos de saúdem loteassem a privilegiada classe média que tenta não depender do Sus. A reportagem mostrava os benefícios dos médicos de familia, inclusive ao bolso dos que o utilizam. Tirando as questões microeconômicas envolvidas que desistimulam essa prática tão benéfica, novamente Sergio fez a correlação imediata com a reportagem anterior. É o mesmo problema. De novo acertou na mosca!
Existe um programa no SUS chamado PSF - Programa Saúde da Família, implantado ainda na gestão do ex ministro Ciro Gomes cujo o objetivo é justamente incentivar a existência do médico de família nas cidades loteando-as para médicos credenciados.
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=149
Isso acabou não vingando como deveria. Por que? O salário é bem razoável, partindo do princípio que este programa voltou-se para o interior dos estados. Exatamente por isso é difícil arranjar bons profissionais que queiram morar no interior. Os nossos médicos, como toda classe média, se encantam com os fascínios dos grandes centros e logo desistem quando não dão um jeito de atuarem como deputados, trabalhando apenas alguns dias da semana sem residir na localidade.
Acho que enquanto não nos voltarmos para longe dos grandes centros rumo ao interior do pais desenvolvendo-o teremos sempre de conviver com todos esses problemas que listei acima e outros mais decorrentes do inchaço das grandes cidades.
Tuesday, February 01, 2011
Conselhos de uma expert
Quando a pessoa tem experiência no assunto temos que ouvi-la com atenção. Vejam só as afirmações de uma expert em relacionamentos sobre às responsabilidades de cada um nesse projeto chamado relacionamento a dois:
1. O que o casal decide, ambos decidem - É comum quando alguma coisa não dá certo a parte que abriu mão de sua posição em favor do outro culpá-lo pelo malogro. No entanto, essa pessoa ao abrir mão de suas convições tomou uma decisão de faze-lo e assumiu o que o outro decidiu como sua decisão. Se tivesse dado certo, colheriam ambos os louros. Dando errado a responsabilidade é de ambos não de um só.
2. O perdão beneficia mais quem perdoa que quem é perdoado - Não perdoar é alimentar uma mágoa ou um rancor que não só nos afastará definitivamente daquela pessoa, mas pior, nos fará muito, mas muito mal. Independentemente dos rumos a serem tomados no relacionamento, o perdão é sinal que existe amor. Se o coração se fecha para o perdão é que ele se fechou para o amor antes. Portanto, por ser do amor, o perdão não precisa do merecimento do outro pra ser dado. Ele é fruto de graça para beneficio essencialmente de quem perdoa.
3. A nós cabe o arrependimento não o perdão do outro - Quando ofendemos ou machucamos quem amamos, e isso não é difícil de acontecer, não podemos forçar o outro a nos perdoar. Até porque essa responsabilidade nesse caso não é nossa conforme dito anteriormente. O que podemos fazer é nos arrependermos verdadeiramente. Se existir amor o perdão será inevitável, cedo ou tarde.
4. Amor é decisão - Quando se ama se decide que é aquela pessoa que realmente se quer viver e assume-se a decisão que se tomou. Não se fica olhando pro lado como se não tivesse satisfeito com o que tem, nem se cogita mudar mas se aposta na relação como projeto único que dará certo pois ambos estão imbuidos do propósito de fazê-la dar certo. Aqui novamente a responsabilidade é individual mas ambos precisam decidir amar e se doarem ao projeto comum senão a relação não vinga.
5. Amar é para os corajosos não para os covardes - É preciso ter coragem para amar ou talvez o amor nos torna corajosos. Diz a bíblia que o amor lança fora o medo. Se é assim, o verdadeiro amor nos levará a assumir compromissos de forma consciênte mas com a intepridez dos que navegam em águas desconhecidas. Sem essa coragem o melhor a fazer é se acostumar às relações fugazes baseadas no hoje sem nenhum amanhã. Aquelas relações que, quando ficam sérias, a gente termina pelo medo do compromisso.
Obs: Essa expert, por acaso, é a minha namorada ;-).
1. O que o casal decide, ambos decidem - É comum quando alguma coisa não dá certo a parte que abriu mão de sua posição em favor do outro culpá-lo pelo malogro. No entanto, essa pessoa ao abrir mão de suas convições tomou uma decisão de faze-lo e assumiu o que o outro decidiu como sua decisão. Se tivesse dado certo, colheriam ambos os louros. Dando errado a responsabilidade é de ambos não de um só.
2. O perdão beneficia mais quem perdoa que quem é perdoado - Não perdoar é alimentar uma mágoa ou um rancor que não só nos afastará definitivamente daquela pessoa, mas pior, nos fará muito, mas muito mal. Independentemente dos rumos a serem tomados no relacionamento, o perdão é sinal que existe amor. Se o coração se fecha para o perdão é que ele se fechou para o amor antes. Portanto, por ser do amor, o perdão não precisa do merecimento do outro pra ser dado. Ele é fruto de graça para beneficio essencialmente de quem perdoa.
3. A nós cabe o arrependimento não o perdão do outro - Quando ofendemos ou machucamos quem amamos, e isso não é difícil de acontecer, não podemos forçar o outro a nos perdoar. Até porque essa responsabilidade nesse caso não é nossa conforme dito anteriormente. O que podemos fazer é nos arrependermos verdadeiramente. Se existir amor o perdão será inevitável, cedo ou tarde.
4. Amor é decisão - Quando se ama se decide que é aquela pessoa que realmente se quer viver e assume-se a decisão que se tomou. Não se fica olhando pro lado como se não tivesse satisfeito com o que tem, nem se cogita mudar mas se aposta na relação como projeto único que dará certo pois ambos estão imbuidos do propósito de fazê-la dar certo. Aqui novamente a responsabilidade é individual mas ambos precisam decidir amar e se doarem ao projeto comum senão a relação não vinga.
5. Amar é para os corajosos não para os covardes - É preciso ter coragem para amar ou talvez o amor nos torna corajosos. Diz a bíblia que o amor lança fora o medo. Se é assim, o verdadeiro amor nos levará a assumir compromissos de forma consciênte mas com a intepridez dos que navegam em águas desconhecidas. Sem essa coragem o melhor a fazer é se acostumar às relações fugazes baseadas no hoje sem nenhum amanhã. Aquelas relações que, quando ficam sérias, a gente termina pelo medo do compromisso.
Obs: Essa expert, por acaso, é a minha namorada ;-).
Friday, January 28, 2011
Oração da busca por um culpado!
Alguém que possa reclamar
E nele por toda a culpa
do amor que não soube encontrar
Que ele nunca me falte
Que nunca me abandone
Assim não encaro o medo
Assim não enfrento a fome
Assim não assumo o erro
E nem mesmo cruzo a ponteVivo sempre no passado
Não me abro pro presente
E deixo passivo a revolta
Tomar conta da minha mente
Sim ó Pai, não o deixe ir de mim
E aí ficar sem desculpas
E ter que encarar-me assim
Autor (ou pelo menos co-autor) dos meus fracassos
Responsável por escolhas
Que me abstive de fazer
De permanecer sofrendo
De passar os dias morrendo
Tendo a opção de viver
Pelo menos no diabo, nosso culpado mor
Me deixe, por favor, por a culpa
De não ter acordado
E ter de ti esperado
Um sinal do céu pra agir
De não ter me amado antes
Ou amado de verdade
Um amor não merecido que tanto se precisava
Um amor bem decidido
Desses que procurava
Livrai-me da falta de culpados
Assim não preciso crescer
E entender que até você
Teve que enfrentar sozinho
E a cruz pelo seu caminho
Nem precisava a levarMas não se absteve de amar
E sem culpa assumiu as dos outros
Pois amou quem não lhe amou e ponto
Pois amou quem não lhe amou e ponto
Por quantos decidiu se dar
Monday, January 24, 2011
A arte de acreditar no melhor!
Hoje estava pensando, como as vezes é difícil crer que algo vai dar certo, que o pior não aconteceu e que não há o que se preocupar em relação as coisas e as pessoas com as quais nos relacionamos. Me parece que ir de encontro a esses pensamentos que embutem em si sentimentos de insegurança e impotência é um verdadeiro exercício de fé. É preciso reprogramar a mente para acreditar no melhor. Assim, se seu filho demora a chegar em casa e não lhe liga é porque está se divertindo muito com os amigos e não porque lhe aconteceu algo de grave (aliás quando isso acontece normalmente sabemos de imediato!); se ele, por sua vez encontra-se distante, numa viagem ao exterior por exemplo, e o telefone só toca e ele não atende é porque ele deixou o mesmo carregando no hotel e esqueceu-se de levá-lo consigo e não porque foi sequestrado; se o novo relacionamento ou negócio que abriu está bom demais é porque realmente é bom e vai durar e não o contrário. Por que não dará certo?
Parece que somos programados para não acreditar ou acreditar no pior. Não é a toa que os gurus de auto-ajuda deitam e rolam em cima dos nossos medos e na nossa incapacidade de acreditar, principalmente em nós mesmos. Em parte eles tem razão. Nossa auto-imagem conta muito pois se não nos sentimos merecedores de coisas boas e do sucesso dos nossos empreendimentos difícilmente outros acreditarão em nossos esforços como dignos de reconhecimento e recompensa. No entanto, acho que o buraco aí é mais embaixo. É uma questão mesmo de fé.
Parece que somos programados para não acreditar ou acreditar no pior. Não é a toa que os gurus de auto-ajuda deitam e rolam em cima dos nossos medos e na nossa incapacidade de acreditar, principalmente em nós mesmos. Em parte eles tem razão. Nossa auto-imagem conta muito pois se não nos sentimos merecedores de coisas boas e do sucesso dos nossos empreendimentos difícilmente outros acreditarão em nossos esforços como dignos de reconhecimento e recompensa. No entanto, acho que o buraco aí é mais embaixo. É uma questão mesmo de fé.
Na minha visão de fé, não religiosa, é me dito que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e, sinceramente, não tenho muito o que questionar esse amor, apesar do meu relacionamento meio difícil com esse ser que é puro mistério e ao mesmo tempo incrivelmente próximo. Assim, quem vive essa ótica, tem que acreditar que tudo o que lhe acontece o leva para frente e nunca para trás. Mesmo as perdas, de qualquer tipo, separações, distâncias, desencontros, tudo acaba contribuindo para construção do novo, do mais perfeito, do encontro, da realização e da glória, que pode não ser a dos homens, mas certamente é sua por ter cumprido a carreira e vencido! É o sentido de missão, de propósito na existência, que quando não se desiste acaba se realizando na vida, de uma forma ou de outra.
Para se viver nessa dimensão é preciso coragem. Coragem para admitir que seus sonhos foram ceifados pelo medo e reprogramar sua mente com base no amor. Acreditar que pelo menos Ele lhe ama faz uma diferença grande na vida de quem crê. Quando reconhecemos esse amor em outros aí a revolução está feita!
Esse não é um discurso religioso, mas de uma espiritualidade viva que faz uma enorme diferença quando a praticamos.
Viver assim é uma arte, a arte de acreditar no bem, no próximo, no melhor, no amor, em Deus e outras coisas que esse nosso mundo insiste em jogar para o reino da fantasia e da ingenuidade. Bem aventurados esses puros de coração pois certamente verão aquilo que acreditam e viverão seus sonhos.Rio de Janeiro, 24/01/11
Thursday, January 20, 2011
Aniversário feliz
Já passei por diversas vezes o meu aniversário sozinho. Me lembro de ter passado um viajando pra São Paulo do lado de um jovem de origem rural que certamente tinha deixado atrás alguma desilusão amorosa pois o que esse cidadão ouvia o Leandro e o Leonardo no auge do "pense em mim, chore por mim ... " não era brincadeira não. Pro meu desespero quase decoro o disco todo!
Outros foram felizes por serem comemorados em familia.
Alguns tiveram um quarto de hotel, ou um apartamento vazio como companheiros e foram estes os mais tristes.
Essa semana cheguei a comemora-lo duas vezes no mesmo dia, como os colegas de trabalho e alguns queridos irmãos da igreja. A única coisa que me faltou foi a presença dos filhos compesada com a vinda deles pro Rio no dia posterior.
Assim só tenho a agradecer a Deus pelo carinho recebido de todos. O amor é dom de Deus. Vem do céu pra gente e quando recebemos tanto de tantos temos que agradecer aquele que nos amou primeiro.
Outros foram felizes por serem comemorados em familia.
Alguns tiveram um quarto de hotel, ou um apartamento vazio como companheiros e foram estes os mais tristes.
Essa semana cheguei a comemora-lo duas vezes no mesmo dia, como os colegas de trabalho e alguns queridos irmãos da igreja. A única coisa que me faltou foi a presença dos filhos compesada com a vinda deles pro Rio no dia posterior.
Assim só tenho a agradecer a Deus pelo carinho recebido de todos. O amor é dom de Deus. Vem do céu pra gente e quando recebemos tanto de tantos temos que agradecer aquele que nos amou primeiro.
Tuesday, January 11, 2011
A beleza da alma
Todos os dias me deparo com a cultura da boa forma, geração saúde. São corpos perfeitos, beirando o ideal atlético, quando não modelados por bisturis. É o culto ao corpo e a beleza estética. Nesse ambiente acontece um fenômeno nos relacionamentos muito interessante. Começamos a nos interessar pelos outros segundo a estética das pessoas e não pelo conteúdo das mesmas. Como assim? - você me perguntaria. Conteudo? Sim, conteúdo, alma, aquilo que está dentro e não fora. O que não pode se identificar com os olhos somente, mas precisam da ajuda de um coração disposto a conhecer realmente as pessoas.
Outro dia, caminhando na praia com uma amiga do trabalho, ela se referia ao medo que tinha das pessoas aqui no Rio decorrente de uma experiência terrível que teve logo quando chegou. Foi pega de surpresa ao sair de uma estação de metrô por uma perseguição policial e se viu impotente tendo que se proteger de balas perdidas. Ao olhar para alguém de cor ela já olhava desconfiada, como se a cor por si só fosse sinal de marginalidade. Ao ver meu olhar despreocupado e indiferente à aparência das pessoas ela se impressionou e verificou que talvez o olhar dela estivesse carregado de preconceito.
Pré-conceito. Um conceito anterior ao olhar que nos faz olhar diferente. É exatamente isso que acontece. Se moldamos o nosso senso estético com modelos de beleza nórdicos vai ser muito difícil apreciar a beleza de uma negra, por mais bela e sensual que ela seja. Adotamos esses modelos e eles vão moldando os nossos gostos. Assim quando nos aproximamos de alguém com algum interesse, esse interesse normalmente estará sendo influenciado por algum desses modelos.
Mas existe algo que também nos atrai nas pessoas e que é infinitamente mais forte que o padrão estético: a beleza da alma.
Vinicius de Moraes certa vez disse: "as muito feias que me perdoem mas beleza é fundamental". Prefiro o verso do Tom em Wave ..."fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho!". A beleza está nos olhos de quem vê. Se não educarmos os nossos olhos para vermos o interior das pessoas iremos nos apaixonar por canalhas ou vadias estéticamente perfeitas e deixarmos de nos relacionar com seres humanos acima da média por não serem "bonitos", terem uns quilos a mais ou algo parecido. Como se fossemos também perfeitos, verdadeiros manequins.
Quem se preocupa de nos conhecer de verdade? Quem gosta da gente pelo que a gente é e não pelo que temos pra dar? Quem se identifica com os nossos sonhos? Quem reparte conosco os nossos gostos e anda conosco o nosso caminhar? Quem se alegra com a nossa chegada e anseia nos ver novamente quando partimos? Quem ri das nossas bobagens e das nossas mancadas e micos não faz uma tempestade e nos perdoa a humanidade da nossa imperfeição? Quem ri das nossas piadas, por pura educação, e reparte conosco a mesma emoção?
São essas pessoas que valem a pena estar, viver, abraçar, beijar e amar. São nossos amigos leais e sinceros. Gostam da gente de verdade!
E se encontramos alguém que alem disso tudo nos enche de outro tipo de amor? Aí é agradecer a Deus e viver isso seja como ela for.
É fundamental nesses casos entender também o seguinte: a nossa alma vai atrás de quem ela se dá. Vai ser difícil se apaixonar pela alma de alguém cujos valores e estilos de vida nos sejam muito diferentes. Quando nos identificamos com alguém ou é porque esse alguém é semelhante a nós ou é tudo que nós queriamos ser ou ter do lado. Quando nosso olhar não consegue enxergar a beleza da alma de alguém, em sendo esta pessoa bela, nos falta o treinamento de olhar direito, sem rancores, medos, falsos interesses, mágoas ou preconceitos.
"... se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será" - Jesus Cristo.
Outro dia, caminhando na praia com uma amiga do trabalho, ela se referia ao medo que tinha das pessoas aqui no Rio decorrente de uma experiência terrível que teve logo quando chegou. Foi pega de surpresa ao sair de uma estação de metrô por uma perseguição policial e se viu impotente tendo que se proteger de balas perdidas. Ao olhar para alguém de cor ela já olhava desconfiada, como se a cor por si só fosse sinal de marginalidade. Ao ver meu olhar despreocupado e indiferente à aparência das pessoas ela se impressionou e verificou que talvez o olhar dela estivesse carregado de preconceito.
Pré-conceito. Um conceito anterior ao olhar que nos faz olhar diferente. É exatamente isso que acontece. Se moldamos o nosso senso estético com modelos de beleza nórdicos vai ser muito difícil apreciar a beleza de uma negra, por mais bela e sensual que ela seja. Adotamos esses modelos e eles vão moldando os nossos gostos. Assim quando nos aproximamos de alguém com algum interesse, esse interesse normalmente estará sendo influenciado por algum desses modelos.
Mas existe algo que também nos atrai nas pessoas e que é infinitamente mais forte que o padrão estético: a beleza da alma.
Vinicius de Moraes certa vez disse: "as muito feias que me perdoem mas beleza é fundamental". Prefiro o verso do Tom em Wave ..."fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho!". A beleza está nos olhos de quem vê. Se não educarmos os nossos olhos para vermos o interior das pessoas iremos nos apaixonar por canalhas ou vadias estéticamente perfeitas e deixarmos de nos relacionar com seres humanos acima da média por não serem "bonitos", terem uns quilos a mais ou algo parecido. Como se fossemos também perfeitos, verdadeiros manequins.
Quem se preocupa de nos conhecer de verdade? Quem gosta da gente pelo que a gente é e não pelo que temos pra dar? Quem se identifica com os nossos sonhos? Quem reparte conosco os nossos gostos e anda conosco o nosso caminhar? Quem se alegra com a nossa chegada e anseia nos ver novamente quando partimos? Quem ri das nossas bobagens e das nossas mancadas e micos não faz uma tempestade e nos perdoa a humanidade da nossa imperfeição? Quem ri das nossas piadas, por pura educação, e reparte conosco a mesma emoção?
São essas pessoas que valem a pena estar, viver, abraçar, beijar e amar. São nossos amigos leais e sinceros. Gostam da gente de verdade!
E se encontramos alguém que alem disso tudo nos enche de outro tipo de amor? Aí é agradecer a Deus e viver isso seja como ela for.
É fundamental nesses casos entender também o seguinte: a nossa alma vai atrás de quem ela se dá. Vai ser difícil se apaixonar pela alma de alguém cujos valores e estilos de vida nos sejam muito diferentes. Quando nos identificamos com alguém ou é porque esse alguém é semelhante a nós ou é tudo que nós queriamos ser ou ter do lado. Quando nosso olhar não consegue enxergar a beleza da alma de alguém, em sendo esta pessoa bela, nos falta o treinamento de olhar direito, sem rancores, medos, falsos interesses, mágoas ou preconceitos.
"... se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será" - Jesus Cristo.
Saturday, January 01, 2011
Essa marvada!!!
Aconteceu ontem ao voltar pra casa. Um vizinho que até então não conhecia chegou quase arrastado pela mulher, pra lá de bagdá, pois tinha tomado todas e mais um pouco nas bebemorações de ano novo. Não obstante berrava:
- Eu ganhei na megasena do ano novo!!! Eu ganhei !!!
Enquanto a mulher punha-lhe a mão na boca envergonhada pedindo-lhe que parasse ele continuava.
- Ganhei, ganhei na megasena!
Um o outro engraçadinho respondinha : "- Me empresta então". A maioria, no entanto, ria da situação ridícula que ele patrocinava.
Conversei com ele hoje pela manhã mais sóbrio, pelo menos assim achei, e perguntei-lhe se lembrava do que tinha dito ontem. Nada. Quando lhe contei o que tinha feito rimos juntos do episódio.
É...beber é para quem sabe, quem não sabe paga mico ou coisa pior.
- Eu ganhei na megasena do ano novo!!! Eu ganhei !!!
Enquanto a mulher punha-lhe a mão na boca envergonhada pedindo-lhe que parasse ele continuava.
- Ganhei, ganhei na megasena!
Um o outro engraçadinho respondinha : "- Me empresta então". A maioria, no entanto, ria da situação ridícula que ele patrocinava.
Conversei com ele hoje pela manhã mais sóbrio, pelo menos assim achei, e perguntei-lhe se lembrava do que tinha dito ontem. Nada. Quando lhe contei o que tinha feito rimos juntos do episódio.
É...beber é para quem sabe, quem não sabe paga mico ou coisa pior.
Friday, December 31, 2010
Virada de ano
Coisas a se fazer antes de morrer:
Passar um reveillon em Copacabana ... Feito!
Ao lado dos que amo ... ops, dessa vez não deu ... e fez falta!
Quem sabe ano que vem?
Sunday, December 26, 2010
Projeto Verão
Desisto! Não resisti aos apelos de Ipanema para que eu entre em forma. É muita gente sarada e bonita desfilando por aqui! Não dá pra não ficar encabulado com um pneuzinho aqui e outro acolá. Academia de graça na praia com aulas e tudo mais, mil e um motivos para dar uma corridinha na praia, desde o visual do arpoador até as beldades que vez por outra a gente topa (força da expressão que fique claro!), sem acreditar no que está vendo. Enfim, não tenho desculpas e me imbuí do espírito carioca do verão com tudo em cima para dar uma melhorada no condicionamento físico.
Vou aproveitar também para acertar o passo num curso de dança de salão assim junto o útil ao agradável. Fico em forma e me divirto.
Só não vou entrar nessa de tatuagem. Nunca vi povo mais tatuado. É como diz meu mano Percio “parece que sentem um prazer de tornarem um quadro ambulante pra todo mundo ver”, e eu complemento; mesmo que a moldura esteja, digamos, meio sem forma. Sim, porque pra se ver a tatuagem se olha pro corpo e as vezes isso é tão penoso. Acho que vira mania. Começa com uma, depois outra, quando se vê está o corpo todo cheio de mensagens que depois podem perder o significado mas estarão lá para lembrá-los do quanto lhes moveu a paixão.
Se um dia me tatuasse colocaria motivos relacionados ao amor e não a paixão. Meus filhos e Deus são os candidatos naturais das homenagens. Quanto às mulheres já nos marcam o coração e a alma, não precisam que nos marquem a pele também de forma que não as esqueçamos jamais!
Saturday, December 25, 2010
Thursday, December 23, 2010
Mensagem de Natal
Esse ano não terei a companhia dos filhos no Natal. Não é a primeira vez mas talvez nunca quis tanto tê-los perto. Acho que quando convivia com eles não os tinha tão próximos a mim como os tenho hoje, mesmo distante. Daí porque o Natal esse ano me faz refletir num monte coisas. Primeiro, muitos terão o privilégio que não terei e se reunirão em família ao redor de uma mesa farta, a ceia de natal. Também me reunirei em família, de gente maravilhosa que Deus me deu, mas por mais queridos que sejam não substituirão o estar com os filhos no natal. No entanto muitos também não reflitirão o quão abençoados são os que podem repetir esse momento todos os dias do ano, mesmo sem presentes mas com presença, principalmente na vida dos próprios filhos.
Segundo, muitos não terão ceia, pois mal terão o que comer. No entanto o natal poderá significar a esperança do re-nascimento e da sobrevivência por meio da atitude de alguém que realmente entendeu o espírito da ocasião.
Terceiro, Cristo certamente não nasceu nessa época e a data, originalmente uma comemoração pagã do deus sol. O dia 25 foi aproveitado por Constantino no sincretismo religioso e político que se tornou a igreja romana bem como todo o cristianismo que dela se derivou. No entanto, lembrar de um menino numa manjedoura sendo esse menino simplesmente Emanuel – Deus conosco faz a gente pensar como Deus é simples, e como tem dificuldades de encontrar um berço, e acaba nascendo nos lugares mais humildes, para nos mostrar que um coração altivo e soberbo nunca o verá.
Dessa forma, viver o natal não é festejar a família, como muitos pensam, nem fazer a alegria dos lojistas gastando seu décimo terceiro, mas reconhecer-se manjedoura na qual Jesus possa deitar e descansar. É esse o meu desejo pra mim, e o que quero pra mim quero para todos os meus amigos e irmãos.
Amém
Sunday, December 19, 2010
Causos de Ipanema
Andava eu pela Visconde de Pirajá fazendo pesquisa de preço para comprar uma cama, já que a duas semanas durmo em um colchonete e já estou me acostumando com a dureza do chão. Antes que isso acontecesse e, atendendo o pedido do meu amigo e colega de moradia, que encerrasse de vez essa vida de acampante e me estabelecesse morador do apartamento que divido com ele.
Após achar uma loja de colchões estava a procura de uma outra para comparar o preço que achara quando resolvi perguntar a uma cabeleireira que tinha dado uma pausa no trabalho para fumar na calçada.
- A senhora saberia me dizer onde encontro uma outra loja de colchões? – perguntei.
- Você tem celular com internet? – sua resposta não poderia ter me causado mais surpresa. Me limitei a responder;
-Sim.
- Então entra na galeria, tem internet free (Wi-fi), consulta lá os preços e ai você já vê endereço e tudo mais. Euzinha mesmo não sei de outra loja por aqui não.
Atônito com a resposta da mulher tive vontade de dizer-lhe que o especialista em TI (tecnologia da informação) ali era eu mas se é uma coisa que aprendi é reconhecer quando alguém fala algo irrefutavelmente certo. E lá fui eu para onde teria que ter ido primeiro ... à Internet!
Sunday, December 12, 2010
Primeira semana no Rio
O que vou dizer dessa primeira semana? Que o Rio é lindo, a cidade mais bonita do mundo é senso comum. Que essa beleza se completa com as pessoas que desfilam por aqui, é fato. Descrever a beleza das cariocas é entender o porque da “garota de Ipanema” e tantas outras músicas que a exaltaram e a razão dos poemas de Vinícius de Moraes, que tanto a declamaram.
Mas o que marcou mesmo minha primeira semana foram os reencontros. Primeiro os da Oi que possui nos seus quadros no Rio vários colegas como quem já trabalhei. Entre eles, está o meu chefe e amigo pessoal Sergio com quem aprendi desde cedo de que chefia não impede a amizade, na contramão do que os RHs de hoje em dia preconizam. Chamam-no hoje de paternalista por defender a equipe ter com ela um bom relacionamento com os mesmos, coisas que aprendi com o ele serem obrigatórias de um verdadeiro lider.
Outro reencontro especial foi com o meu quase irmão, amigo de adolescência, Percio Campos por quem nutria uma saudade e uma vontade de rever que foi satisfeita esse final de semana.
O Rio está prometendo muito...e eu adorando tudo isso!
Monday, November 29, 2010
Bye, Bye Belém!
Sexta passada deixei Belém em definitivo rumo ao Rio de Janeiro. Mudança esta acompanhada de várias outras que sei, me mudarão por dentro novamente. Nos últimos anos tem sido assim. Mudo e algo muda dentro em mim no processo da mudança!
Ficar em Belém esse ano foi muito bom apesar da distância dos filhos e a falta de um amor do lado.
Deixo novos amigos, alguns especiais, na certeza que sempre haverá festa nos nossos reencontros. Festa, que por sinal, não me faltou por lá.
Obrigado Belém por tudo!
Vamos ver o que nos espera de agora em diante ...
Espero o melhor!
Ficar em Belém esse ano foi muito bom apesar da distância dos filhos e a falta de um amor do lado.
Deixo novos amigos, alguns especiais, na certeza que sempre haverá festa nos nossos reencontros. Festa, que por sinal, não me faltou por lá.
Obrigado Belém por tudo!
Vamos ver o que nos espera de agora em diante ...
Espero o melhor!
Saturday, November 20, 2010
Paz
De repente, a paz tomou uma importância maior
E eu vi que não a tinha
A ansiedade a tomara
Num momento, já não existia.
Mas nessa hora uma palavra
Um alerta veio-me à mente
Não dá pra deixar de ser gente
Mas dá pra entregar o caminho
O que quero
Desejo
Espero
Preciso
Virá quando não esperar
E não mais pensar nisso
E eu vi que não a tinha
A ansiedade a tomara
Num momento, já não existia.
Mas nessa hora uma palavra
Um alerta veio-me à mente
Não dá pra deixar de ser gente
Mas dá pra entregar o caminho
O que quero
Desejo
Espero
Preciso
Virá quando não esperar
E não mais pensar nisso
Memória
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